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A Copa do Brasil voltou a prestar um serviço público ao futebol brasileiro: lembrar que camisa pesada não entra em campo sozinha. Flamengo, São Paulo, Bahia e Botafogo descobriram da pior maneira possível que salto alto não marca, não corre e muito menos evita vexame.

O prejuízo não foi apenas moral. Foi financeiro – e pesado. Cada um desses gigantes jogou pela janela R$ 3 milhões da classificação para as oitavas de final. Somados, os quatro conseguiram a proeza de transformar uma quarta e quinta-feira comuns em um incêndio de R$ 12 milhões.

O Flamengo foi ao Barradão achando que o Vitória entraria em campo apenas para assistir ao espetáculo rubro-negro carioca. Saiu com dois gols nas costas e um rombo no caixa. O Botafogo desembarcou em Chapecó provavelmente acreditando que o frio catarinense faria a Chapecoense tremer. Quem congelou foi o próprio Botafogo.

Na véspera, o Bahia, embalado pelo dinheiro do Grupo City e pela fantasia de novo rico do futebol brasileiro, caiu diante do Remo levando cinco gols no agregado. Já o São Paulo reviveu aquele roteiro clássico de quem entra em campo se sentindo favorito por decreto e volta para casa colecionando desculpas.

A ironia é que todos eles já tinham garantido R$ 2 milhões pela participação na quinta fase. Mas a Copa do Brasil é gulosa: quem avança começa a encontrar premiações realmente grandes. Quartas de final pagando R$ 4 milhões. Semifinal rendendo R$ 9 milhões. Ou seja: perderam o presente e chutaram para longe a possibilidade de buscar o prêmio maior.

Então ficou assim: os chamados “gigantes” abriram espaço justamente para aquilo que mais desprezam durante a temporada: clubes organizados, competitivos e famintos. Porque em mata-mata existe uma regra simples que alguns departamentos de futebol insistem em esquecer: soberba não entra no balanço financeiro, mas costuma aparecer na conta final.

Fonte: Jornal de Brasília

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