Na Praia Festival reúne Titãs, Paralamas, Nando Reis, Simone Mendes e Filho do Piseiro
Na Praia Festival reúne Titãs, Paralamas, Nando Reis, Simone Mendes e Filho do Piseiro

Neste fim de semana, o Na Praia Festival 2026 reúne alguns dos principais nomes da música brasileira em uma programação que passa pelo rock nacional, sertanejo e piseiro. Nesta sexta (7) e sábado (8), o público poderá acompanhar shows dos Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Nando Reis, Simone Mendes e Filho do Piseiro, além de aproveitar toda a estrutura de entretenimento do complexo montado às margens do Lago Paranoá. A programação da nona semana do festival ainda inclui atrações especiais no domingo (9), Dia dos Pais.

A sexta-feira (7) será dedicada ao rock. Os Titãs, banda atualmente formada por Branco Mello, Tony Bellotto e Sérgio Britto, chegam a Brasília com a turnê comemorativa dos 40 anos de Cabeça Dinossauro, um dos álbuns mais importantes da história do rock brasileiro. Na mesma noite, Os Paralamas do Sucesso celebram quatro décadas de trajetória com um repertório repleto de clássicos, enquanto Nando Reis retorna ao festival em uma apresentação especial.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, Tony Bellotto, guittarrista dos Titãs, destaca a relação histórica com a capital federal. Para o músico, Brasília ocupa um lugar único na memória do rock nacional. “A Brasília sempre foi um lugar muito especial para os Titãs. Eu acho que para todo mundo que faz rock no Brasil, Brasília é uma referência muito forte”, afirma. Bellotto lembra que, desde os anos 1980, a cidade já se destacava pela criatividade de suas bandas e pela forte identidade artística que ajudou a moldar uma geração inteira.

“Brasília sempre foi um exemplo de um Brasil moderno, de um Brasil criativo, de um Brasil ousado”, disseram. Tony também ressaltou o simbolismo da capital para a democracia brasileira. “Brasília é o grande monumento da nossa democracia. E é assim que ela deve permanecer.”

A apresentação no Na Praia integra a turnê que celebra os 40 anos de Cabeça Dinossauro, lançado em 1986. Quatro décadas depois, o grupo afirma que a maior recompensa tem sido encontrar um público jovem se conectando com as músicas do disco. “Essa é a grande satisfação dessa turnê. A gente vê muita gente jovem mesmo, crianças, pré-adolescentes, adolescentes, cantando aquelas músicas, compreendendo a vibração do disco e os temas do disco. O grande prêmio desses 40 anos é ver que a gente consegue dialogar com o público mais jovem”, destaca.

O guitarrista relembrou um episódio recente durante um show em Tiradentes, Minas Gerais, quando uma jovem comentou ter descoberto pela primeira vez a música Polícia. “Uma música que já tem mais de 40 anos, e ela estava descobrindo naquele instante. Foi realmente uma glória”, conta.

Ao revisitar o álbum, Belotto explica que não enxerga Cabeça Dinossauro como uma ruptura na carreira, mas como um momento de amadurecimento artístico. “Eu vejo mais como uma tomada de consciência. A gente percebeu que precisava unificar o discurso da banda”, esclarece.

Segundo ele, foi nesse trabalho que os Titãs encontraram a linguagem que se tornaria sua principal marca artística. “Aqueles coros gritados, o som seco, os temas questionadores das letras. Eu acho que ali a gente achou o nosso estilo.”

O músico também avalia que o disco ajudou a consolidar uma identidade própria para o rock brasileiro. “Foi um disco fundamental para mostrar que era possível fazer um rock de qualidade no Brasil, com personalidade, um rock brasileiro que não devia nada ao rock europeu ou ao rock americano.”

Mesmo passados 40 anos, Bellotto acredita que os temas abordados no álbum permanecem atuais. “A gente tinha consciência de que eram temas universais. O capitalismo desenfreado, a luta pelo lucro a qualquer preço, a doutrinação religiosa, a violência policial. São situações que se repetem ao longo da história.”

Além das letras, Tony acredita que a sonoridade também contribuiu para a longevidade da obra. “Você ouve Cabeça Dinossauro e ele não soa como um disco dos anos 80. Não ficou datado. A nossa opção pela crueza do som e por uma linguagem mais pesada foi muito responsável por isso.”

No sábado (8), o festival muda de ritmo e abre espaço para o sertanejo e o piseiro. Simone Mendes sobe ao palco com sucessos como Erro Gostoso, Dois Fugitivos e P do Pecado. A programação da noite também marca a estreia de Filho do Piseiro em Brasília. Fenômeno das plataformas digitais, o artista fará sua primeira apresentação na capital federal.

Já no domingo (9), Dia dos Pais, a programação começa cedo com o Dia de Praia estendido. À tarde, o Grupo BenzaDeus comanda uma roda de samba no complexo, enquanto o pôr do sol será embalado pelo projeto Som na Praia, no Palco Praia, em uma atmosfera intimista à beira do Lago Paranoá.

Serviço
Na Praia Festival 2026 – Brasil
Quando: 7,8 e 9 agosto
Onde: Na Praia Parque (Setor de Clubes Sul, trecho 2, entre a Agepol e o Centrejufe)
Ingressos: disponíveis pelo site e aplicativo da R2
Instagram: @napraiafestival e @tevejonapraia

Fonte: Jornal de Brasília

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