IVA. Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é usada para registrar a prestação de serviços
IVA. Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é usada para registrar a prestação de serviços

Emissores de Nota Fiscal de Serviço eletrônica precisam adequar sistemas para o preenchimento das alíquotas de teste do IVA Dual em 2026.

Principais Pontos

  • Orientação oficial: O Comitê Gestor da NFS-e (CGNFS-E) divulgou as diretrizes técnicas e os prazos para a inclusão dos campos relativos ao IBS e à CBS nos documentos fiscais de serviços.

  • Fase de testes em 2026: No ano corrente, o destaque dos novos tributos possui caráter educativo e de homologação tecnológica, com alíquota de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.

  • Ajuste em softwares (ERPs): Desenvolvedores de sistemas de gestão fiscal e departamentos contábeis devem atualizar o leiaute do XML e das interfaces de emissão da NFS-e nacional.

  • Mitigação de erros: A conformidade com os novos prazos e padrões evita a rejeição de notas fiscais nas prefeituras e no sistema nacional centralizado.

A virada de chave operacional do IVA Dual na prestação de serviços

A implementação da Reforma Tributária sobre o consumo avança em sua etapa mais crítica: a adequação dos sistemas emissores que processam diariamente milhões de transações no país. Para o setor de serviços — responsável por mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro —, o Comitê Gestor da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (CGNFS-E) publicou orientações decisivas sobre como e quando os prestadores devem passar a destacar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais.

Em 2026, o Brasil vivencia o período oficial de amostragem e calibração do modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA Dual). Durante esta fase, a cobrança do IBS (de competência estadual e municipal) e da CBS (de competência federal) é efetuada em alíquotas reduzidas — 0,1% e 0,9%, respectivamente —, permitindo a compensação integral com os tributos federais vigentes (PIS/Cofins).

O objetivo central fixado pelo CGNFS-E é garantir que o ecossistema empresarial, as secretarias de finanças municipais e as software houses validem o fluxo de dados em tempo real. O preenchimento correto dos novos campos é o ensaio geral obrigatório antes do início da transição definitiva e da substituição progressiva do ISS e do PIS/Cofins.

Prazos, leiaute e o papel da padronização nacional

A harmonização dos dados no padrão da NFS-e Nacional é o pilar que sustentará a arrecadação do futuro Comitê Gestor do IBS e da Receita Federal. As orientações do CGNFS-E detalham as modificações no esquema XML e no Manual de Orientação do Contribuinte, exigindo que os campos referentes à base de cálculo, alíquota aplicável e valor apurado do IBS e da CBS sejam preenchidos mesmo quando houver isenção ou regimes diferenciados.

Para as empresas do setor produtivo e prestadores autônomos, o principal desafio não reside no aumento da carga tributária em 2026 — visto que o montante recolhido no teste é compensável —, mas sim na adequação tecnológica. ERPs que operam com emissão via API direta para os portais municipais precisam estar perfeitamente integrados ao ambiente do webservice nacional para não paralisar o faturamento comercial.

A orientação reforça ainda que os municípios aderentes ao padrão nacional da NFS-e já contam com a estrutura pronta em seus ambientes de homologação. Já nas prefeituras que utilizam sistemas próprios, a recomendação é acelerar a convergência para o leiaute nacional para evitar discrepâncias nas declarações fiscais dos contribuintes.

Guia do Empreendedor: Orientações Práticas para Adequação da NFS-e

Para assegurar que sua empresa permaneça em conformidade com as regras do CGNFS-E durante a transição da Reforma Tributária em 2026, adote as seguintes medidas práticas:

  • Contato imediato com fornecedores de software: Verifique com a empresa responsável pelo seu sistema de faturamento (ERP) se o parâmetro para cálculo e destaque do IBS (0,1%) e CBS (0,9%) já foi atualizado e testado no ambiente de homologação.

  • Alinhamento com a assessoria contábil: Solicite ao seu contador a revisão do enquadramento dos serviços prestados em relação às regras de retenção e às alíquotas de teste, garantindo a correta geração das guias compensatórias.

  • Testes de emissão no portal da NFS-e: Realize emissões simuladas para checar se os campos do IVA Dual aparecem corretamente no espelho da Nota Fiscal (DANFSE) e no arquivo XML gerado.

  • Acompanhamento de notificações municipais: Fique atento aos comunicados da Secretaria de Finanças do seu município sobre eventuais datas limite locais para a transição dos webservices.

  • Treinamento das equipes de faturamento: Capacite o time financeiro e fiscal para identificar o correto preenchimento dos tributos e evitar falhas que possam gerar pendências com a malha fina da Receita Federal.

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Fonte: IstoÉ Dinheiro

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