Sessão solene comemora os quatro anos da Lei Mariana Ferrer
Sessão solene comemora os quatro anos da Lei Mariana Ferrer

Representantes da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) participaram, nesta segunda-feira (18), da sessão solene realizada no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, em homenagem aos quatro anos da Lei Mariana Ferrer. O ato celebrou a relevância da legislação e reforçou o compromisso do poder público com políticas que assegurem dignidade, respeito e proteção às mulheres em todo o país.

Sancionada em 2021, a lei marcou um avanço essencial na garantia de ambientes judiciais mais seguros e livres de revitimização, proibindo constrangimentos, ataques morais e argumentações baseadas em estereótipos durante investigações e audiências. A legislação determina que o foco do julgamento deve permanecer exclusivamente nos fatos e nas provas.

A vice-governadora do DF, Celina Leão, destacou o caráter transformador da norma:

“Nosso compromisso é fortalecer permanentemente as condições para que cada mulher seja respeitada e acolhida, sobretudo nos ambientes institucionais.”

Rede de proteção e acolhimento no DF

A homenagem dialoga diretamente com o trabalho contínuo da SMDF na construção e fortalecimento de uma rede de atendimento às mulheres. A pasta mantém unidades especializadas com atendimento psicossocial, orientação jurídica e capacitação profissional, além de coordenar a Rede de Proteção à Mulher em todas as regiões do DF.

A secretária-executiva Jackeline Aguiar ressaltou o impacto dessas políticas:

“Cada mulher que encontra respeito, acolhimento e proteção no Estado representa uma história preservada. Quando garantimos que ela não seja humilhada ou descredibilizada, estamos construindo futuros e mostrando que o DF não tolera retrocessos na defesa das mulheres.”

Presença de Mariana Ferrer reforça simbolismo

A blogueira e modelo Mariana Ferrer, cujo caso em 2020 expôs situações de constrangimento em ambiente judicial e impulsionou a criação da lei, esteve presente à sessão. Sua participação reforçou o caráter simbólico da homenagem e a importância da luta por ambientes processuais que respeitem os direitos das vítimas.

Marco jurídico ampliado pelo STF

Em 2024, o Supremo Tribunal Federal consolidou parâmetros fundamentais ao julgar a ADPF 1.107. Por unanimidade, a Corte decidiu que é inconstitucional utilizar a vida pessoal, sexual ou o modo de vida da vítima como recurso para desqualificação em processos penais. O STF também determinou que magistrados têm o dever de impedir tais práticas, reforçando a proteção prevista na Lei Mariana Ferrer.

A sessão solene reafirmou o compromisso institucional com a construção de um sistema de justiça mais humano, seguro e acolhedor — um compromisso que segue em expansão por meio das políticas públicas implementadas no Distrito Federal.

Com informações da Secretaria da Mulher

Fonte: Jornal de Brasília

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