Após conquistar o Grammy Latino com o álbum “O Mundo Dá Voltas” e levar sua música para diferentes países em uma extensa turnê internacional, o BaianaSystem transforma os encontros e trocas culturais vividos na estrada em um novo projeto. Na próxima quinta, dia 18 de junho, a banda lança “O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo”, disco que reúne 13 refixs — releituras das faixas do trabalho original — produzidos por artistas de seis países.
Lançado pelo selo Máquina de Louco, com distribuição da Altafonte, o álbum propõe uma nova escuta para as canções que marcaram a fase mais recente do grupo. O projeto conecta sonoridades do Brasil, Nigéria, Colômbia, Portugal, França e Inglaterra, ampliando o alcance global da obra sem perder sua identidade baiana.
Segundo Roberto Barreto, fundador e guitarrista da banda, o processo de receber e acompanhar as novas versões das músicas revelou diferentes possibilidades de conexão por meio da arte.
“Ouvir as versões que iam chegando e como se somavam ao primeiro foi revelador de como a música pode se transformar e nos conectar, criando um sentido único”, afirmou.
A ideia nasceu de forma espontânea durante a circulação internacional do grupo. À medida que a banda encontrava artistas de diferentes culturas, surgia também o desejo de revisitar o repertório de “O Mundo Dá Voltas” a partir de novas perspectivas musicais.
O primeiro resultado dessa proposta foi apresentado ainda em 2025, com a releitura de “Praia do Futuro”, que reuniu os nigerianos Elestee e JVXN a Seu Jorge e à dupla Antonio Carlos & Jocafi. Na sequência, a faixa “Cobra Criada/Bicho Solto” ganhou uma nova versão produzida pelo Tropkillaz, com participações de Pitty e Vandal.
O álbum percorre diferentes territórios musicais. O produtor britânico Seiji revisita “Batukerê” ao lado de Dino D’Santiago, enquanto o português Branko assina uma nova leitura para “Porta-Retrato da Família Brasileira”, também com participação de Dino. Já o francês Philippe Cohen Solal, integrante do projeto Gotan Project, recria “Agulha” em parceria com Claudia Manzo.
A produção também fortalece conexões dentro da música brasileira. Emicida e Melly retornam em uma nova versão de “A Laje”, agora acompanhados pelos scratches do DJ Nyack. “Pote d’Água”, originalmente gravada com Gilberto Gil e Lourimbau, recebe nova produção de Chico Corrêa. Em “Balacobaco”, Ruxell imprime uma estética eletrônica à faixa que já contava com Anitta e Alice Carvalho.
A presença latino-americana também marca o projeto. A dupla colombiana Queens Tafari e o produtor espanhol Rico Rosa participam do refix de “Magnata”, enquanto a faixa de encerramento, “Ogun Nilê”, reúne a voz e o saxofone do músico nigeriano Seun Kuti, com produção de SekoBass e bateria de Jorge Dubman.
Com direção artística de Russo Passapusso, produção executiva e artística de Roberto Barreto e direção de arte de Filipe Cartaxo, “O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo” reafirma a proposta do BaianaSystem de construir pontes entre diferentes culturas. O resultado é um trabalho que parte das raízes da música baiana para dialogar com sonoridades globais, transformando encontros em novas possibilidades de criação.
Tracklist
- Batukerê (Refix) — Seiji e Dino D’Santiago
- A Laje (Refix) — DJ Nyack, Emicida e Melly
- Intro Praia (Refix) — SekoBass
- Praia do Futuro (Refix) — Elestee, JVXN e Seu Jorge
- Porta-Retrato da Família Brasileira (Refix) — Branko e Dino D’Santiago
- Magnata (Refix) — Rico Rosa e Queens Tafari
- Palheiro (Refix) — Furmiga Dub e Manoel Cordeiro
- Agulha (Refix) — Philippe Cohen Solal e Claudia Manzo
- Pote d’Água (Refix) — Chico Corrêa, Gilberto Gil e Lourimbau
- Cobra Criada/Bicho Solto (Refix) — Tropkillaz, Pitty e Vandal
- Balacobaco (Refix) — Ruxell, Anitta e Alice Carvalho
- O Mundo Dá Voltas (Refix) — João Millet Meirelles
- Ogun Nilê (Refix) — Seun Kuti
Fonte: Jornal de Brasília