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FOLHAPRESS

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, escolheu nesta segunda (12) um guarda-costas do ditador deposto Nicolás Maduro para assumir o posto de chefe de gabinete, um dos cargos mais estratégicos do regime e responsável por coordenar a agenda presidencial e articular a relação com os diferentes órgãos do Estado.

O escolhido foi o capitão Juan Escalona, que fazia parte da equipe de segurança de Maduro, capturado em 3 de janeiro junto com a esposa, Cilia Flores, em uma operação militar dos EUA. No ataque, cerca de 50 agentes que protegiam o então ditador foram mortos, entre eles 32 cubanos.

A nomeação de Escalona é uma das primeiras mudanças formais do novo governo, que atua sob forte pressão de Washington. Além dele, Rodríguez também escolheu outro militar, Aníbal Coronado, para o cargo de ministro do Ambiente. Os anúncios foram feitos pela líder interina em sua conta no Telegram.

Ao confirmar a nomeação de Escalona, Rodríguez exaltou sua trajetória. “Sei que sua lealdade,
capacidade e compromisso levarão adiante o acompanhamento do desenvolvimento dos planos do nosso governo bolivariano junto ao povo”, escreveu.

Escalona foi ajudante de Hugo Chávez e, após a morte do líder chavista em 2013, passou a integrar a segurança pessoal de Maduro.

Ele havia tomado posse como deputado do Parlamento no dia 5 de janeiro, após vencer uma vaga nas eleições de maio do ano passado. Em sua biografia no Instagram, Escalona se descreve como “leal à revolução bolivariana, a Chávez e a Maduro”.

Nos últimos dias, Rodríguez também fez outras mudanças sensíveis, como a substituição do chefe da guarda presidencial, que comanda o temido serviço de contrainteligência, além da nomeação de um novo responsável pela área econômica.

A nova liderança vem promovendo uma guinada na relação de Caracas com Washington. O presidente americano, Donald Trump, declarou-se satisfeito com Delcy e chegou a sugerir que pretende se reunir com ela.

Enquanto isso, Nicolás Maduro e Cilia Flores permanecem nos EUA, onde respondem em Nova York a acusações relacionadas ao narcotráfico.

Fonte: Jornal de Brasília

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