06/08/2026 – 22:30
Petroleira independente reforça a remuneração aos acionistas com distribuição de juros sobre o capital próprio imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2026.
Principais pontos
Provento Aprovado: O Conselho de Administração da PetroReconcavo aprovou a distribuição de R$ 100 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP).
Valor por Ação Ajustado: O valor unitário bruto ajustado após operações em tesouraria ficou fixado em R$ 0,340748 por ação ordinária.
Datas de Corte e Credito: A data de corte (data-com) foi fixada em 18 de maio de 2026, com os papéis negociados na condição ex-proventos a partir de 19 de maio e o pagamento realizado no dia 28 de maio de 2026.
Tratamento Tributário: Os valores brutos estão sujeitos à alíquota de 15% de Imposto de Renda na fonte, exceto para investidores comprovadamente imunes ou isentos.
O Conselho de Administração da PetroReconcavo (RECV3) autorizou a distribuição de R$ 100 milhões sob a forma de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) aos seus acionistas. A decisão alinha-se à estratégia de alocação de capital da companhia, que combina o reinvestimento na revitalização de campos maduros de petróleo e gás em terra (onshore) no Nordeste com a distribuição contínua de proventos.
O montante aprovado refere-se à antecipação dos proventos do exercício social de 2026 e será imputado ao valor do dividendo mínimo obrigatório do ano, ad referendum da Assembleia Geral Ordinária.
Entre o anúncio inicial do provento e o encerramento do prazo de corte, a companhia comunicou ao mercado e à B3 um ajuste no valor bruto por ação. O número passou da estimativa inicial de R$ 0,341252 para o valor definitivo de R$ 0,340748 por papel ordinário.
A alteração unitária, considerada marginal do ponto de vista financeiro, ocorreu devido às variações na quantidade de ações mantidas em tesouraria. O movimento foi derivado de operações do programa de recompra de ações da própria empresa e da liquidação de obrigações vinculadas aos planos de incentivo de longo prazo a executivos. Como o montante total de R$ 100 milhões permaneceu fixo, a variação na base de papéis em circulação exigiu a recalibragem do valor pago por ação.
Diferente dos dividendos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, a distribuição por meio de JCP sofre incidência de imposto retido na fonte à alíquota de 15%. Desta forma, o valor líquido a ser recebido pela maioria dos acionistas pessoas físicas é ajustado conforme a regra fiscal vigente no país.
Acionistas institucionais ou pessoas jurídicas respaldadas por imunidade ou isenção tributária legal tiveram o direito de receber o valor integral, mediante comprovação documental junto à instituição escrituradora das ações da B3 dentro do prazo estipulado no aviso aos acionistas.
Como funciona a dinâmica de Data-Com e Data-Ex
Para o investidor de renda passiva, a definição do calendário de proventos dita a elegibilidade ao recebimento:
-
Direito ao Provento (Data-Com): Tiveram direito ao recebimento do JCP os investidores com posição acionária mantida no fechamento do pregão do dia 18 de maio de 2026.
-
Negociação sem Provento (Data-Ex): A partir do dia 19 de maio de 2026, as ações RECV3 passaram a ser negociadas na B3 na condição “ex-JCP”. Nesse formato, o preço de abertura da ação sofre o desconto referente ao valor do provento distribuído.
-
Pagamento Efetivo: O crédito nas contas dos acionistas cadastrados foi efetuado diretamente pela depositária das ações no dia 28 de maio de 2026, sem incidência de atualização monetária entre a data de declaração e a data de pagamento.
Leia mais
Banco do Brasil (BBAS3) “trava” negociações salariais e acende alerta no mercado
PetroReconcavo registra lucro líquido de R$ 50,7 mi no 4º trimestre de 2025
Com Selic a 14%: Onde investir na Renda Fixa entre IPCA+ 2032
‘Defender chinês’, iCaur V27 estreia no Brasil em 2027 com sistema REEV
Mega-Sena acumula, e prêmio chega a R$ 165 milhões
Fonte: IstoÉ Dinheiro