O Ministério da Educação formalizou a transformação do Centro de Referência em Educação Infantil de Realengo (Creir), do Colégio Pedro II, em campus da instituição. A unidade, localizada em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, atende cerca de 168 crianças de três a cinco anos.
A Portaria MEC nº 666, de 14 de agosto de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 17 de agosto. A mudança reconhece institucionalmente a unidade como campus e regulamenta sua posição na estrutura do Colégio Pedro II, que integra a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Segundo o texto, o processo de transformação foi construído a partir de estudos sobre as características administrativas e pedagógicas da educação infantil no colégio e sobre a necessidade de uma estrutura própria para essa etapa da educação básica. Em documento encaminhado ao MEC em 2023, a instituição apresentou a proposta de reconhecimento da educação infantil como campus.
A oferta de educação infantil pelo Colégio Pedro II teve início em março de 2012, em Realengo. Em 2013, foi criada a Unidade de Educação Infantil Realengo. Dois anos depois, essa estrutura foi substituída pelo Centro de Referência em Educação Infantil Realengo, instituído pela Portaria nº 3.031, de 3 de outubro de 2016. Em 2021, o Creir passou a ter vinculação administrativa com o Campus Realengo I.
A unidade funciona em prédio construído no contexto do Programa ProInfância, com instalações destinadas ao atendimento de crianças da educação infantil. Um relatório de visita técnica realizado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), em novembro de 2025, avaliou a infraestrutura do espaço para fins de autorização de funcionamento como campus.
De acordo com o material divulgado, a unidade possui seis salas de aula, sendo três com banheiros internos, além de ateliê de artes visuais, sala de educação física, sala de música, espaço de informática educativa, biblioteca, pátio coberto, refeitório e cozinha, além de infraestrutura voltada para acessibilidade.
Fonte: Jornal de Brasília