No Dia do Estudante, celebrado nesta terça-feira, 11 de agosto, o Ministério da Educação (MEC) destacou a importância da educação integral em tempo integral como estratégia para ampliar o desenvolvimento dos estudantes para além da sala de aula.
Segundo o ministério, a modalidade busca ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola e, ao mesmo tempo, oferecer mais possibilidades de atividades ligadas às áreas cognitiva, esportiva, cultural, tecnológica e socioemocional. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o número de horas na escola está diretamente relacionado à proficiência e à aprendizagem.
O MEC informou que desenvolve, em parceria com os entes federados, o Programa Escola em Tempo Integral, voltado à criação de matrículas com jornada igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais em todas as etapas e modalidades da educação básica. Segundo a pasta, a iniciativa prioriza escolas com estudantes em maior vulnerabilidade socioeconômica.
A reportagem também trouxe o relato de Kauan Almeida, aluno do Centro de Ensino Médio Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), que citou as oportunidades abertas pelos projetos extracurriculares e o apoio da escola para a prática de futsal.
De acordo com dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, as escolas de tempo integral apresentaram desempenho médio superior ao das unidades com menor tempo de permanência dos estudantes nas três etapas da educação básica. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb médio foi de 6,2 nas escolas de tempo integral, ante 6,0 nas de ensino regular. Nos anos finais, a média foi de 5,2 contra 4,9. No ensino médio, as escolas com jornada de sete horas diárias ou mais registraram Ideb médio de 4,7, enquanto as unidades com jornada inferior ficaram em 4,3.
Fonte: Jornal de Brasília