Marrocos se recusa a ser rotulada como “zebra” na próxima Copa do Mundo, afirmou o técnico Mohamed Ouahbi nesta sexta-feira, véspera do aguardado confronto contra o Brasil em Nova Jersey. A seleção africana, que surpreendeu em 2022, busca agora um desempenho ainda mais significativo, mirando o título e uma nova dimensão no cenário do futebol.
O que aconteceu
- Marrocos, na Copa do Mundo, se posiciona contra o rótulo de “zebra”, almejando um desempenho superior.
- A seleção africana, semifinalista em 2022, enfrenta o Brasil em um dos confrontos mais esperados da fase de grupos.
- O técnico Mohamed Ouahbi destaca a confiança da equipe e a estratégia, apesar das baixas por lesões.
“Não temos medo – nós também não temos”, declarou Ouahbi a repórteres, por meio de um intérprete. “Entramos em uma nova dimensão, somos muito mais respeitados agora… precisamos assumir essa responsabilidade e estar presentes durante todo o torneio.”
O treinador enfatizou a nova mentalidade da equipe. “Por enquanto, quando Marrocos entra em uma competição, precisa ir atrás do (troféu).”
Nova dimensão para o futebol marroquino
Ouahbi, que assumiu o comando da seleção há apenas três meses, enfrentou alguns desafios na preparação para o torneio. Marrocos perdeu os titulares Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli devido a lesões. Contudo, o técnico assegurou que o restante do elenco está disponível para o confronto pelo Grupo C, que abrirá as disputas em Nova York/Nova Jersey.
“Não vamos mudar muito nossos princípios”, garantiu Ouahbi, que já treinou as seleções sub-20 e sub-23 de Marrocos. Ele revelou ter estudado profundamente os métodos do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, para compreender a mentalidade do adversário.
Marrocos teme o Brasil?
“Não precisamos temer o Brasil agora. Temos nossos princípios, nossos valores, sabemos por quem estamos jogando”, afirmou Ouahbi, reforçando a autoconfiança da equipe.
O confronto entre as seleções foi apontado por fãs de futebol como um dos mais intrigantes da fase de grupos do torneio ampliado para 48 seleções, mesmo com o Brasil tendo um ciclo turbulento até esta Copa do Mundo.
“Algumas pessoas dizem que não é mais o Brasil de antes”, comentou Ouahbi. “É uma partida de prestígio — é uma honra começar nossa jornada com este jogo.”
A equipe marroquina é liderada pela estrela do Paris Saint-Germain, Achraf Hakimi, que se recuperou de uma lesão na coxa sofrida em abril. Marrocos já demonstrou sua capacidade de superar os pentacampeões mundiais com uma vitória impressionante no último jogo entre as seleções, um amistoso disputado em 2023.
“Sabemos da qualidade de ambas as equipes. É um jogo muito equilibrado”, disse Ouahbi. “Não há time favorito.”
*Com Reuters
Fonte: IstoÉ Esporte