Entenda a história de ‘Total Eclipse of the Heart’, maior hit de Bonnie Tyler
Entenda a história de ‘Total Eclipse of the Heart’, maior hit de Bonnie Tyler

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A cantora Bonnie Tyler, morta na noite desta quarta-feira (8) aos 75 anos, alcançou o primeiro lugar nas paradas com “Total Eclipse of the Heart”, um dos maiores hinos da música pop dos anos 80. A canção, entretanto, não foi escrita pensando na voz rouca e memorável da britânica.

Tudo começou na década de 1980, quando Tyler assinou contrato com a gravadora CBS (pertencente hoje à Sony Music). Na época, a intenção da cantora era mudar de estilo musical: deixar as influências do country e partir para algo mais adequado a grandes arenas. Foi então que ela pediu ao produtor da gravadora, Muff Winwood, para trabalhar com o produtor e compositor Jim Steinman, autor das faixas do bem-sucedido álbum de estreia solo do cantor norte-americano Meat Loaf.

Bonnie Tyler durante performance na Maison de la Chimie, em Paris, em 17 de dezembro de 1984.
Durante uma gravação, Steinman apresentou à britânica a balada “Total Eclipse of the Heart”. Segundo o compositor, ele a teria escrito para um musical inacabado sobre o vampiro Nosferatu.

Com seu tom bombástico de ópera-rock, a canção tinha inspiração na obra do alemão Richard Wagner e foi pensada, a princípio, para a voz de Meat Loaf. Uma reviravolta do destino, porém, fez a composição cair no colo de Bonnie Tyler, que a transformou em um clássico.

A canção, que começa de forma silenciosa, mas sinistra, recebe um outro tom ao ser combinada com um videoclipe gravado em um antigo hospício na Inglaterra. O exagero, acentuado até para os padrões dos anos 80, evoca uma atmosfera de terror gótico, com dançarinos vestindo roupas de esgrima e coroinhas de olhos brilhantes cantando em coro a emblemática frase “turn around, bright eyes”.

“Total Eclipse of the Heart” se tornou o single de estreia do quinto álbum de estúdio de Bonnie, “Faster Than the Speed of Night”. A canção liderou as paradas musicais no Reino Unido e nos Estados Unidos, além de render à cantora uma indicação ao Grammy –que acabou perdendo para “Flashdance… What a Feeling” de Irene Cara.

A canção se consolidou na cultura pop e serviu de trilha sonora para diversas produções cinematográficas. A mais conhecida delas foi a regravação pela série de TV norte-americana Glee. Uma paródia também foi feita pela Netflix para a divulgação da quarta temporada de Stranger Things, sob o título “Total Eclipse of Hawkins”.

No Brasil, o clássico aparece em cenas de filmes recentes, como “Deserto Particular”, de Aly Muritiba, lançado há cinco anos, e “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, que estreou em 2020.
A morte de Bonnie Tyler foi confirmada pela família numa rede social da cantora. A artista estava internada desde o início de maio em Faro, no sul de Portugal, onde tinha uma casa. Há dois meses, ela passou por uma cirurgia de emergência no intestino e chegou a ser posta em coma induzido, do qual acordou em junho, mas estava em tratamento intensivo, em condição grave, até o momento.

Fonte: Jornal de Brasília

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