Já começa a passar da conta da simples coincidência. Depois de praticamente ignorar Endrick no Real Madrid, Xabi Alonso inicia sua passagem pelo Chelsea reservando tratamento semelhante a Estêvão, outra das maiores joias reveladas pelo futebol brasileiro nos últimos anos.
Estêvão começou as duas primeiras rodadas da Premier League no banco. Contra o Fulham, recebeu apenas sete minutos; diante do Brighton, nem sequer entrou. A única oportunidade como titular aconteceu na Copa da Liga, contra o Luton Town, quando o Chelsea utilizou uma formação alternativa.
A situação imediatamente remete a Endrick. No Real Madrid, o ex-palmeirense perdeu praticamente todo o espaço com Xabi Alonso e acabou seguindo para o Lyon em busca de minutos. Antes, com Carlo Ancelotti, mesmo longe de ser titular absoluto, havia disputado 37 partidas na temporada 2024/25 e marcado sete gols.
E não foi apenas Endrick. Vinicius Júnior e Rodrygo também perderam minutagem com o espanhol no Real. O caso de Rodrygo foi particularmente expressivo: seu aproveitamento caiu de 71% dos minutos possíveis com Ancelotti para apenas 24% com Xabi. Vinicius também passou a ser substituído com muito mais frequência.
Seria exagerado falar em perseguição a brasileiros — até porque João Pedro tem espaço no Chelsea. Mas existe um padrão que começa a chamar atenção: Xabi Alonso parece pouco disposto a oferecer tratamento especial a jovens talentos apenas pelo potencial que carregam.
Endrick sentiu isso em Madri. Agora Estêvão começa a experimentar algo parecido em Londres. Ainda são apenas três jogos no Chelsea, portanto qualquer sentença seria precipitada. Mas, se o camisa 41 continuar frequentando o banco, aquilo que hoje parece coincidência poderá rapidamente ganhar outro nome: o efeito Xabi Alonso sobre as joias brasileiras.
A mídia europeia questiona: “A história está se repetindo? Primeiro Endrick no Real Madrid, agora Estêvão no Chelsea. Xabi Alonso pega pesado com as joias brasileiras ou é apenas uma concorrência difícil?”
Fonte: Jornal de Brasília