Com grandes nomes, Porão do Rock traz nostalgia e surpresas ao público
Com grandes nomes, Porão do Rock traz nostalgia e surpresas ao público

A primeira noite do Porão do Rock 2026, nesta sexta-feira (22), foi marcada por grandes nomes do cenário nacional e internacional.

De volta ao palco após mais de duas décadas de hiato, a banda Rodox levou o público à loucura com grandes hits de sua carreira. Com Rodolfo Abrantes, fundador da banda brasiliense Raimundos, trouxe aos fãs a nostalgia de suas letras no período pós-conversão do cantor.

“O Rodox é uma banda muito leve e a gente tem encontrado o público muito feliz. Tem uma geração mais velha e uma mais nova que está nos conhecendo agora. Maluco, crente, tudo misturado. Essa é uma riqueza muito grande e esse é o Brasil: um país de todo mundo junto, e ver isso acontecendo em um festival com a proporção do Porão é muito bom para a gente”, afirmou Rodolfo.

O vocalista falou, ainda, da expectativa trazida ao palco após o retorno da banda. “Esse frio na barriga rolou até um dia antes da gente subir ao palco. Eu penso que tem coisas que acontecem quando têm que acontecer. Hoje a gente está pronto como Rodox. Naquele tempo a gente não sabia onde iria chegar e estamos administrando isso com alegria”, completou.

Ainda no clima de nostalgia, Angra trouxe ao palco os membros fundadores do grupo, conhecido internacionalmente, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro. Com um show que levou o público à loucura, a dupla mostrou por que é uma das maiores da história do metal brasileiro.

“A gente ama muito o que faz e a galera vem com a gente. O Porão do Rock, o público de Brasília, a gente recebe essa energia deles e entrega o show”, destacou Rafael Bittencourt.

O vocalista e guitarrista conta o que o palco ainda traz à banda. “É desafiador e um aprendizado. Você precisa se manter em forma. É um desafio, porque o show não é só quem está no palco, é a equipe, o telão, a luz e toda a logística.”

Aclamada sempre que vem à capital, a Dead Fish trouxe, mais uma vez, suas letras carregadas de mensagens sociais e políticas. “Eu não gosto de me levar 200% a sério. Acho que a mensagem pode ser passada com um pouco de humor. Vamos celebrar os 25 anos do álbum Afasia, que desde lá já falava de coisas sérias, e também do novo álbum Labirintos da Memória, sem deixar de fazer coisas sérias, mas sem perder o humor também”, disse Rodrigo.

A banda Zander é outra a ter público cativo no Distrito Federal, sempre acompanhada por fãs fiéis. “Estou muito feliz de estar pela primeira vez no Porão do Rock. Sempre sonhamos em participar desse festival e fica o recado: nunca desista dos seus sonhos”, destacou Bill Zander. “Estar em um festival como esse é muito bom e atrai o público para perto da gente, e nós temos um público fiel. Eu acho isso incrível e tento cultivar isso”, completou Bill, afirmando que encontrou fãs inclusive do Nordeste.

A noite teve ainda a banda Pennywise. Os estadunidenses trouxeram hits de décadas de estrada que embalaram o público.

Surpreendente

Para os desavisados de plantão, a grande surpresa da noite foi o grupo japonês Deviloof. Com direito a colocar os espectadores em uma gigante roda punk, o grupo de J-Metal foi abraçado pelo público, que interagiu com os nipônicos.

No palco Sesc, a noite teve ainda a mistura do funk com o rock na voz e no som de MC Taya.

Um festival de Brasília

Ivan Hauer, realizador do festival, comemorou mais uma edição de grande porte na capital.

“Nós não queremos ser um Rock in Rio. Esse é um formato que nós temos, como um festival de Brasília feito para o público de Brasília, que está dando certo, e que recebe gente do Brasil e do mundo”, afirmou.

A mistura de bandas também é um ponto alto na curadoria do festival. “O Gustavo Sá, idealizador do festival, conhece muitas pessoas e muitas bandas. As pessoas procuram ele e a gente consegue trazer grandes shows, como, por exemplo, Pennywise”, completou.

Ativações e mais

Assim como no ano anterior, o Porão do Rock conta com diversas ações. Este ano, a principal é o combate ao feminicídio. Para isso, foi montado um stand de tatuagem. Dentro do limite de vagas, as mulheres que quiserem podem tatuar em seu corpo símbolos da campanha. Com isso, terão passaporte vitalício para todas as futuras edições.

Para quem gosta de esportes radicais, o evento conta ainda com tirolesa e pista de skate.

Mais atrações

Neste sábado (23), sobem ao palco do festival as bandas Tribo da Periferia, Marcelo Falcão, Scalene, entre outras.

Fonte: Jornal de Brasília

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