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Israel deve realizar eleições nacionais em 27 de outubro, segundo a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O pleito será o primeiro desde o ataque do Hamas em 2023 e as guerras que se seguiram em Gaza, Líbano e Irã.

A data exata da votação permanecia incerta desde que o Parlamento israelense votou, em maio, por sua dissolução, o que levantou a possibilidade de antecipação do pleito. No domingo, porém, o líder da coalizão, Ofir Katz, informou a uma comissão parlamentar que a data original, prevista por lei, será mantida.

Pesquisas sucessivas sugerem que a coalizão de Netanyahu, formada por partidos nacionalistas e religiosos, perderia a votação, embora seus rivais políticos ainda não tenham um caminho claro para o poder e o cenário político possa mudar.

À frente do governo mais de extrema direita de Israel até hoje, Netanyahu viu suas credenciais em matéria de segurança ficarem abaladas após o ataque surpresa do Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas também mostram insatisfação de muitos eleitores com o premiê por causa do desfecho da guerra contra o Irã.

Enquanto isso, ataques israelenses mataram pelo menos seis pessoas na Faixa de Gaza neste domingo (12), entre elas uma menina de 9 anos, segundo autoridades de saúde palestinas, no momento em que mediadores realizavam novas negociações para assegurar o cessar-fogo mediado pelos EUA.

Médicos afirmaram que tiros israelenses contra um acampamento de barracas na parte leste do campo de refugiados de Al-Bureij, no centro de Gaza, mataram Tala Abu Matar, de 9 anos. As forças armadas israelenses disseram não ter conhecimento do incidente.

Um ataque aéreo a uma fundição de metal no bairro de Sabra, na cidade de Gaza, matou quatro pessoas. Testemunhas disseram que o local foi atingido por três mísseis israelenses. O Exército israelense afirmou ter atacado militantes do Hamas que operavam dentro de uma instalação de produção de armas, o que descreveu como uma violação do cessar-fogo por parte da facção islâmica.

Separadamente, as forças armadas informaram que, desde quinta-feira, suas tropas haviam matado pelo menos dois combatentes do Hamas no norte de Gaza, que planejavam ataques contra suas forças.

Mais tarde, no domingo, um ataque israelense a um acampamento de barracas na área de Mawasi, em Khan Younis, no sul, matou pelo menos uma pessoa e feriu várias outras, incluindo crianças, segundo equipes médicas. As forças armadas de Israel não se pronunciaram imediatamente.

O cessar-fogo acordado em outubro de 2025 entre Israel e o Hamas interrompeu os principais combates no enclave, mas não impediu os ataques israelenses que mataram mais de 1 mil palestinos desde que entrou em vigor. Quatro soldados israelenses foram mortos por militantes em Gaza no mesmo período.

Fonte: Jornal de Brasília

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