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O campeão brasileiro de pôquer Victor Garcia resolveu colocar as cartas na mesa e fazer uma acusação devastadora contra Neymar. Segundo ele, o jogo foi um dos responsáveis pelo derretimento da carreira do maior talento brasileiro de sua geração.

Garcia afirma que Neymar pratica pôquer em nível profissional e que a rotina exigida pela modalidade – com madrugadas em claro, longas horas de concentração e desgaste mental – acabou cobrando um preço alto no futebol.

“O pôquer foi um dos responsáveis por ele deixar de ser um jogador de futebol”, escreveu. Depois, completou: “É a escolha dele, só deveria ser sincero”.

É uma opinião, evidentemente, e não uma conclusão científica. Mas tem um peso especial por partir de alguém que conhece profundamente o ambiente do pôquer e sabe o grau de dedicação exigido para competir em alto nível.

A crítica também ajuda a reabrir uma discussão antiga. Em outros momentos, a imprensa já publicou informações sobre noites atravessadas por Neymar em mesas de pôquer. As versões foram contestadas, negadas ou tratadas como exagero. Agora, um campeão brasileiro da modalidade confirma que o envolvimento do jogador vai muito além de um simples passatempo.

Não há nada de errado em um atleta jogar pôquer. O problema começa quando o hobby parece disputar espaço com a profissão que transformou Neymar em um dos jogadores mais famosos e ricos do planeta.

Todos sumiram do noticiário

A cena mais simbólica veio logo depois da eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo. Em um ou dois dias, praticamente todos os integrantes da Seleção desapareceram do noticiário.

Carlo Ancelotti sumiu. O presidente da CBF, Samir Xaud, também. Dirigentes, integrantes da comissão técnica e jogadores recolheram-se depois do fracasso. Neymar foi a única exceção.

Mas não permaneceu nas manchetes por um grande feito em campo, por uma autocrítica, por um anúncio sobre o futuro na Seleção ou por um plano de recuperação no futebol. Continuou no noticiário por causa de torneio de pôquer em Las Vegas, festas, aniversários e acontecimentos de sua vida particular.

Claro, Neymar é midiático demais para desaparecer. O problema é que, há muito tempo, sua vida fora de campo produz mais notícias do que o seu futebol.

Enquanto os demais integrantes da Seleção sumiram depois da eliminação, Neymar continuou sob os holofotes. Só que pelas razões erradas.

Talvez Victor Garcia tenha apenas verbalizado aquilo que muita gente já suspeitava: Neymar não deixou de ter talento. Deixou, em algum momento, de tratar o futebol como a prioridade absoluta de sua vida.

E, para um jogador que poderia ter marcado uma época, essa talvez tenha sido a aposta mais cara de todas.

Fonte: Jornal de Brasília

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