23/06/2026 – 9:37
A Polícia Federal está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais de busca e apreensão, no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
+ Banco de Edir Macedo transfere carteira podre e oculta prejuízo
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira
“As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, para aparentar solvência perante os órgãos de controle e para viabilizar operações supostamente irregulares”, informou a PF, em nota.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.
A IstoÉ Dinheiro procurou o Digimais e não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.
Em abril, o BTG fechou acordo para aquisição do controle acionário do Digimais por um valor não divulgado. A conclusão da transação estava condicionada a dar a outros potenciais interessados no Digimais a oportunidade de apresentar propostas concorrentes, além da obtenção de todas as aprovações regulatórias necessárias, inclusive do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O Digimais atua como banco múltiplo, operando carteiras de crédito, financiamento e investimento. Mais da metade das operações (52%) estão no financiamento de veículos, outros 42% em empréstimos com crédito consignado e 6% para outras operações, com maior participação na oferta de capital de giro para empresas.
Fonte: IstoÉ Dinheiro