05/08/2026 – 18:48
Grupo aéreo consolida expansão internacional, eleva margem operacional e mantém alavancagem sob controle, mas volatilidade cambial e preço do combustível exigem seletividade do investidor.
Principais pontos
Lucro líquido robusto: O Grupo LATAM encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido de US$ 146 milhões, impulsionado pelo crescimento do tráfego de passageiros e pela forte ocupação nas rotas de longa distância.
Avanço no faturamento: A receita operacional consolidada somou US$ 3,05 bilhões no período, representando um aumento de 8,5% na comparação com o 2T25.
Eficiência operacional: O Ebitda ajustado atingiu US$ 685 milhões no trimestre, com margem Ebitda ajustada de 22,5%, demonstrando a capacidade da empresa em diluir custos fixos com o aumento de voos.
Capacidade e ocupação: A oferta total de assentos (medida pelo indicador ASK) subiu 9,2% no trimestre, enquanto a taxa de ocupação (load factor) média atingiu 84,2%.
Visão do mercado: Analistas veem a tese de investimento em LTM sustentada pela disciplina de capacidade e forte geração de caixa, embora alertem para os riscos macroeconômicos inerentes ao setor aéreo, como o câmbio e a cotação do querosene de aviação (QAV).
O Grupo LATAM (LTM) apresentou os resultados financeiros e operacionais do segundo trimestre de 2026, confirmando a continuidade do ciclo de recuperação e expansão iniciado após a reestruturação do Capítulo 11. O resultado reafirma a posição da companhia como líder de mercado na América Latina, impulsionada por um ambiente de demanda aquecida tanto no mercado doméstico quanto nas conexões internacionais entre as Américas e a Europa.
Mesmo em um trimestre historicamente caracterizado por sazonalidade intermediária no setor aéreo, a companhia demonstrou resiliência operacional e manteve o ritmo de desalavancagem financeira.
O desempenho do trimestre reflete a execução estratégica focada no aumento da produtividade da frota e na otimização da malha aérea. O aumento de 9,2% na capacidade total (ASK) foi acompanhado por uma demanda (medida em RPK – Passageiros-Quilômetros Transportados) em ritmo equivalente, garantindo taxas de ocupação elevadas e tarifas médias (yields) estáveis.
Na linha de frente dos custos, o controle sobre as despesas operacionais não relacionadas a combustível permitiu manter o custo por assento-quilômetro oferecido (CASK ex-fuel) em patamares competitivos.
Os principais indicadores operacionais e financeiros do Grupo LATAM (LTM) no segundo trimestre de 2026 revelam os seguintes detalhes:
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Receita Operacional: A receita operacional consolidada atingiu US$ 3,05 bilhões no trimestre, registrando um crescimento de 8,5% em comparação ao segundo trimestre de 2025. O avanço foi impulsionado pelo aumento no fluxo de passageiros e pela resiliência no segmento de transporte de carga.
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Ebitda Ajustado: A geração de caixa operacional medida pelo Ebitda ajustado alcançou US$ 685 milhões, o que representa uma alta de 10,1% na comparação anual. A expansão foi favorecida pelos ganhos de escala e pela maior eficiência na utilização da frota de aeronaves.
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Margem Ebitda: A margem Ebitda ajustada encerrou o período em 22,5%, registrando um avanço de 0,3 ponto percentual em relação ao 2T25. O indicador sinaliza a manutenção da rentabilidade operacional em patamares elevados para o setor aéreo.
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Lucro Líquido: O lucro líquido consolidado somou US$ 146 milhões no 2T26, uma elevação de 22,7% frente ao mesmo período do ano anterior, consolidando a trajetória de lucratividade contábil da companhia pelo segundo ano consecutivo.
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Taxa de Ocupação: A taxa média de ocupação dos voos (load factor) atingiu 84,2%, registrando uma alta de 0,8 ponto percentual na comparação anual e refletindo o forte aproveitamento da capacidade de assentos ofertada na malha aérea.
Um dos pontos mais monitorados pelo mercado na tese de LATAM é a relação de endividamento. O grupo encerrou o 2T26 com uma liquidez total superior a US$ 3,0 bilhões, somando caixa disponível e linhas de crédito compromissadas não sacadas.
A alavancagem financeira, medida pela razão Dívida Líquida / Ebitda ajustado nos últimos 12 meses, manteve-se em patamar confortável próximo a 1,8x. Essa métrica concede à empresa flexibilidade para financiar a renovação programada de sua frota com aeronaves de menor consumo de combustível sem comprometer o balanço patrimonial.
O que dizem os analistas: Vale a pena comprar LTM?
O consenso entre analistas de mercado aponta para um valuation ainda atrativo em relação aos pares globais, com a ação sendo negociada a múltiplos de EV/Ebitda inferiores à média histórica do setor.
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Pontos Favoráveis:
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Liderança nos principais mercados domésticos do continente (Brasil, Chile e Peru).
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Aliança estratégica e joint venture com grandes parceiros internacionais, fortalecendo a conectividade.
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Geração sólida de caixa livre e balanço estruturado após o processo de reorganização judiciária.
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Fatores de Risco:
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Volatilidade nas cotações globais do petróleo, que impacta diretamente os custos com querosene de aviação (QAV).
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Sensibilidade às oscilações das moedas locais (como o Real e o Peso Chileno) em relação ao Dólar, moeda na qual a maior parte da dívida e do custo com arrendamento de aeronaves está denotada.
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Guia do Investidor: Como posicionar sua carteira em LTM
Para o investidor conservador
Recomendação: Manter fora da carteira. O setor aéreo carrega volatilidade estrutural decorrente de variáveis externas imprevisíveis (commodities e câmbio). Investidores com foco em proteção de capital e dividendos recorrentes encontram melhores alternativas em setores defensivos como energia elétrica, saneamento e bancos.
Para o investidor moderado
Recomendação: Acompanhamento ou alocação ponderada. A empresa apresenta fundamentos operacionais sólidos e um balanço limpo. Contudo, posições devem ser montadas de forma gradual, observando o comportamento da inflação global e o custo dos combustíveis nos próximos trimestres.
Para o investidor agressivo (Foco em Valor/Crescimento)
Recomendação: Compra parcial. Para carteiras voltadas a ganho de capital em ativos de risco com tese de value investing, LTM oferece uma combinação favorável de crescimento operacional, múltiplos descontados e liderança regional consolidada. Recomenda-se limitar a exposição entre 2% e 4% da carteira total de renda variável.
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Fonte: IstoÉ Dinheiro