SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O número de mortos após os terremotos do dia 24 de junho na Venezuela subiu a 4.118, segundo novo comunicado do regime venezuelano divulgado nesta sexta-feira (10). Há ainda 16.740 feridos, e não há informações oficiais sobre desaparecidos.
Nesta quinta (9), a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que falta de saneamento básico e acesso à água potável nos mais de 80 abrigos públicos para pessoas desabrigadas pelos terremotos podem causar a disseminação de doenças e colocar em risco a vida de dezenas de milhares de sobreviventes.
De acordo com o regime, quase 18 mil pessoas precisaram sair de suas casas após os tremores, das quais 17 mil ainda estão em abrigos públicos. Para a OMS, esses locais, que estão superlotados e têm pouca infraestrutura, podem levar a epidemias de doenças evitáveis, como cólera, tuberculose, tétano e sarampo. Além disso, a cobertura vacinal de populações desabrigadas tende a cair drasticamente, aumentando o risco de contágio.
O órgão da ONU disse estar trabalhando com o Ministério da Saúde da Venezuela para tentar conter o avanço de enfermidades respiratórias e intestinais, e avalia abrir novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, as mais atingidas pelo desastre natural.
No total, as Nações Unidas estimam que 1,3 milhão de venezuelanos precisam de ajuda humanitária após os terremotos, e US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) foram mobilizados para operações no país, segundo um comunicado.
A identificação de vítimas do desastre natural ainda é difícil, seundo a ONU. Pelo menos 300 pessoas em La Guaira foram enterradas sem identidade, mas seu material genético foi arquivado para que familiares possam eventualmente encontrá-las.
Fonte: Jornal de Brasília