A FIFA bem que poderia criar um “Desenrola” para salvar clubes como o Botafogo
A FIFA bem que poderia criar um “Desenrola” para salvar clubes como o Botafogo

O Botafogo voltou a sofrer punição da FIFA por atraso no pagamento ao Atlanta United e a situação já começa a lembrar aqueles brasileiros que vivem renegociando boletos para evitar o nome sujo. Sai do aperto num mês, parcela a dívida no outro, ganha um prazo aqui, perde outro ali – e quando pensa que respirou, aparece uma nova cobrança na porta.

Talvez esteja faltando à FIFA criar sua própria versão do Desenrola Brasil para clubes enrolados financeiramente. Um programa internacional de renegociação para times especialistas em viver no limite do caixa, atrasar parcelas e negociar acordos emergenciais para escapar de punições esportivas.

O Botafogo já havia sofrido um transfer ban em dezembro de 2025 pela mesma dívida com o Atlanta United. Em fevereiro, pagou US$ 10 milhões à vista para sair do sufoco e conseguiu retirar a punição temporariamente. O problema é que a segunda parcela do acordo não foi quitada — e a FIFA, diferentemente de gerente de banco em fim de expediente, não costuma demonstrar muita paciência.

O Código Disciplinar da entidade prevê sanções ainda mais pesadas em caso de reincidência, incluindo perda de pontos e até rebaixamento. Ou seja: a situação começa a ultrapassar a simples proibição de contratar jogadores e entra numa zona de risco esportivo real.

O Desenrola Brasil, citado na brincadeira, é um programa criado pelo governo federal para renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes, oferecendo descontos e condições facilitadas de pagamento para quem estava sufocado financeiramente. A ideia é limpar o nome de consumidores presos num ciclo de parcelamentos e atrasos.

No caso do Botafogo, porém, o problema parece mais profundo. O clube vive uma rotina de acordos, cobranças e punições internacionais que deixa a torcida sem saber exatamente qual será o futuro da equipe. Entre boletos vencidos, parcelas atrasadas e ameaças da FIFA, o Fogão parece ter transformado o transfer ban numa espécie de carnê permanente.

Fonte: Jornal de Brasília

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