Considerado por muitos como um dos maiores nomes da história do basquete mundial, Oscar Schmidt enfrentou sérios desafios de saúde após encerrar a carreira, em maio de 2003. Entre os problemas diagnosticados ao longo dos anos, o eterno “Mão Santa” precisou lidar com um câncer no cérebro e uma arritmia grave.
A lenda do esporte brasileiro morreu nesta sexta-feira, 17. Mais cedo, Oscar passou mal, foi socorrido com urgência e encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas não resistiu.
No último dia 8 de abril, o ex-jogador recebeu uma homenagem no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele, porém, não esteve presente na cerimônia por estar em recuperação de uma cirurgia. Na ocasião, foi representado pelo filho, Felipe Schmidt, que não revelou detalhes sobre o procedimento nem sobre o quadro clínico do pai.
Uma das batalhas mais marcantes de sua vida começou em 2011, quando recebeu o diagnóstico de câncer no cérebro. Desde então, Oscar passou por cirurgias e, nos anos seguintes, também realizou sessões de quimioterapia para controlar a doença.
Em 2022, o ex-atleta afirmou que havia deixado o tratamento, o que gerou repercussão. Depois, esclareceu nas redes sociais que não interrompeu os cuidados por decisão própria, mas que havia recebido alta médica da quimioterapia, dizendo que tinha “vencido essa batalha”.
Outro susto importante ocorreu no início de 2016, quando Oscar revelou ter vivido o “maior susto da vida” após descobrir uma arritmia. Na época, ele ficou internado por uma semana em Orlando, nos Estados Unidos, e depois permaneceu outras três semanas em São Paulo, no Hospital Sírio-Libanês.
Em entrevista ao Globo Esporte naquele período, contou como surgiram os primeiros sintomas durante férias com a família nos EUA e explicou o tratamento. “Eu não sentia o coração batendo. Cheguei ao hospital com o coração a 180 batimentos por minuto. Eu vomitava muito”, relatou.
Na mesma conversa, também falou sobre o medo que sentiu diante da situação. “Eu temi pela minha vida, mas com o coração aberto, porque minha vida foi linda. Quem não gostaria de ter minha vida? Disputando esporte, defendendo o Brasil. É uma coisa maravilhosa”, declarou.
Oscar ainda relembrou o procedimento realizado para controlar a arritmia. “Eu passei por um procedimento chamado ablação. Eu fiquei seis horas na cama, desacordado. É bem invasivo, mas funcionou”, disse. Durante a recuperação, enfrentou restrições alimentares e perdeu 14 quilos.
Fonte: IstoÉ Esporte