O Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade infantil dos últimos 34 anos, segundo o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O estudo considera tanto a mortalidade neonatal, que ocorre até os 28 dias de vida, quanto a de crianças menores de cinco anos.
Os dados mostram que, em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil. Já a mortalidade de crianças de até 5 anos diminuiu de 63 para 14. De acordo com a entidade, o Brasil adotou um conjunto de políticas que tem diminuído as mortes preveníveis de crianças, em linha com a tendência global.
Apesar disso, houve uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década. O relatório demonstra que, entre 2000 e 2009, o país reduzia a mortalidade de recém-nascidos em 4,9% anualmente. Já na última década, o ritmo de redução passou a ser 3,16% ao ano. Segundo a Unicef, essa desaceleração também é uma tendência global.
O levantamento também mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade desde 2000. Mas, de 2015 em diante, o ritmo de queda desacelerou em mais de 60%.
A Unicef também trouxe um comparativo com os dados de adolescentes e jovens. Segundo a organização, aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram no planeta em 2024.
A violência é a principal causa de morte no Brasil. Os dados apontam que 49% dos meninos que morreram, têm entre 15 e 19 anos. Doenças não transmissíveis ocupam o segundo lugar, com 18%, e acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum, com 14% das mortes.
Já com as meninas da mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte: 37%. Em seguida, doenças transmissíveis, 17%, violência ocupa o terceiro lugar, 12% e suicídio, 10%.
O relatório global foi feito pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com o Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS) e Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).
Amanda S. Feitoza
Jornalista formada pela UnB, com passagens pela Secretaria de Segurança Pública do DF, pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) e pela Máquina CW. Entusiasta nas áreas de cultura, educação e redes sociais, integra a equipe do CB-Online.
Fonte: Correioweb