13/12/2025 – 11:00
Foi em 2015 que Rafael Zulu, empresário que organizava shows na noite de São Paulo, deu uma ideia para o cantor Thiaguinho: fazer um show em formato de roda de pagode em um ambiente mais intimista, na beira de uma piscina, para 600 pessoas. Nascia a Tardezinha.
Desde então o negócio cresceu e em uma década ele atingiu cifras importantes: receita total de R$ 1,5 bilhão. Somente em 2025 foram mais de R$ 300 milhões de faturamento, público de mais 900 mil pessoas e shows em 22 cidades do Brasil e no exterior: Miami, Luanda, Sidney e Lisboa. Os sócios se espelham na Disneylândia para continuar repetindo o sucesso.
A IstoÉ Dinheiro conversou com Rafael Zulu e Rafael Liporace, dois dos responsáveis pelo sucesso da que foi considerada a maior turnê do país, superando a despedida da dupla Sandy e Júnior. Zulu explica que chamou mais dois sócios para colocar a ideia nos trilhos.
“Eu falei com o Thiago, que também é um idealizador, que topou na hora. Sem ele acreditar, a ideia não teria saído do papel. Eu falei com o Renan (Coelho, o terceiro sócio) e ele falou que toparia se pudesse chamar o Liporace. No primeiro contato com ele, eu ouvi uma frase que eu não esqueci: ‘talvez a gente esteja à frente do maior projeto de entretenimento do Brasil’. E estamos aqui hoje”, explicou.
A edição 2025 da turnê conta com mais dois show: neste sábado, 13, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro; e no dia 20, em São Paulo, no Autódromo de Interlagos.
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Confira os principais pontos da entrevista
Pensando pequeno e pensando grande
Para colocar a ideia na estrada, Rafael Zulu, Thiaguinho e o empresário Renan Coelho chamaram o professor de publicidade e propaganda da ESPM Rafael Liporace. Dono de uma agência de eventos, ele afirmou que enxergou no negócio um grande potencial logo em seu início.
“Desde o começo a gente via que esse negócio poderia ser grande e enxergamos ele assim, nós não o víamos como uma festa pontual, em volta da piscina, mas uma coisa grande. Hoje a gente tem um tamanho que permite sermos assunto em rodas da Faria Lima, mas pensando nas premissas e características de gestão e cultura de quando éramos pequenos”, explicou.
O castelo da Disney
Desde o início o projeto segue basicamente a mesma fórmula: uma roda de samba, com um palco 360 graus, onde Thiaguinho convida nomes importantes do pagode para um show que geralmente dura mais de 4 horas. Por conta disso, Liporace explica que a ideia entre uma turnê e outra não é pensar em inovação, mas em ampliação.
“A nossa inspiração para isso é a Disney, pela inspiração da percepção do consumidor. Se você olhar, você vai na Disney em Paris, ela não é igual a Disney de Orlando, que não é igual a da Califórnia, que não é igual a Disney da Ásia, mas você se enxerga dentro da Disney. O castelo da Disney, ele não muda todo ano, ele tá lá há 50 anos, mas muda o show, muda a projeção mapeada. As pessoas querem ir para ver o mesmo castelo”, explicou.
Ativações com marcas
Atualmente a turnê conta com 18 parceiros, entre patrocínios master, oficiais, complementares e de mídia. Procurado pela reportagem, o Grupo Petropolis, dono da marca Itaipava, um dos patrocinadores master do evento, afirma que são consumidos mais de 40 mi litros de cerveja por show, em média.
O grupo também conta com produtos oficiais e parcerias que vão desde a cerveja da turnê até curso de pós-graduação em gestão de eventos, com a Estácio.
Fonte: IstoÉ Dinheiro