A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas normas para o plantio da cannabis medicinal no país. Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, o anúncio é resultado de 10 anos de trabalho e esforço da equipe que compõe o órgão regulatório.
Em entrevista ao CB.Poder — uma parceria entre Correio e TV Brasília —, nesta terça-feira (3/2), Safatle, que é pesquisador e economista, destacou que, agora, o processo produtivo está integralmente autorizado pela Anvisa. “Com as normas publicadas, é possível realizar todo o ciclo, do insumo até o medicamento acabado”, destacou.
Simultaneamente, a Anvisa publicou uma norma de pesquisa que autoriza instituições públicas, universidades e empresas privadas a realizarem estudos para avançar no processo regulatório. “Queremos fornecer produtos com a melhor regulação possível, baseada em evidências científicas.”
O dirigente apontou, ainda, que, desde 2015, ano em que teve início o processo de regulação medicinal da cannabis, mais de 660 mil produtos foram requisitados.
“Em 2019, o processo avançou para autorizar a produção no Brasil, mas em uma etapa final do processo produtivo. Hoje, temos 49 produtos à base de cannabis sendo vendidos no país por 24 empresas fornecedoras, com controle de qualidade e segurança”, frisou. “Atualizamos agora a norma de produção, incluindo novas formas farmacêuticas, como pomadas e produtos sublinguais”, emendou.
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*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
Caetano Yamamoto*
Estagiário
Estagiário da editoria de Política, Economia e Brasil. Estudante de jornalismo do Ceub.
Gosto também de Esportes. Pretendo participar de grandes coberturas, como uma Olimpíada.
Fonte: Correioweb