No dia 19 de março de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), em ação integrada com a Polícia Civil do Estado de Alagoas, por intermédio do Núcleo de Planejamento Operacional, da Delegacia Regional de São Miguel dos Campos e da Coordenação de Homicídios do Interior, deflagrou a Operação Última Conexão, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra um homem investigado pelos crimes de estupro de vulnerável na modalidade virtual, produção e armazenamento de pornografia infantil.
As investigações, conduzidas pela 27ª DP, tiveram início após a comunicação formalizada pela genitora de uma adolescente de 12 anos, residente no Recanto das Emas. A vítima vinha apresentando comportamento atípico, com tristeza profunda e isolamento, o que levou seus pais a verificarem seu aparelho celular. Na ocasião, foi descoberta uma conversa no aplicativo WhatsApp com um número de telefone de Alagoas, no qual um indivíduo, sob ameaças de divulgação de suposto material íntimo, coagia a menor a produzir e enviar vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico, exigindo cenas de masturbação e atos sexuais explícitos, em uma escalada criminosa que evoluiu para videochamadas ao vivo.
As diligências investigativas lograram êxito em identificar o titular do referido aparelho telefônico, tratando-se de um homem natural de Alagoas, com extensa rede de familiares e contatos no estado. O aprofundamento das investigações revelou que o investigado utilizava uma sofisticada estrutura de ocultação, valendo-se de cadastros “laranjas” e de familiares para dificultar seu rastreamento, incluindo a utilização de múltiplas chaves PIX em nome de terceiros, criadas e excluídas em um padrão característico de transações financeiras ilícitas.
Durante o cumprimento da Operação Última Conexão, realizada nos endereços vinculados ao investigado e a sua família em Maceió e Boca da Mata/AL, foi apreendido um dos aparelhos celulares efetivamente utilizados na prática dos crimes contra a criança do Distrito Federal. O equipamento será encaminhado ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal para a realização de perícia técnica aprofundada, com o objetivo de extrair dados, localizar o material pornográfico produzido pela vítima, identificar outras possíveis vítimas e avançar nas investigações sobre a rede criminosa.
A ação conjunta entre as Polícias Civis do Distrito Federal e de Alagoas demonstra o compromisso das instituições com a proteção de crianças e adolescentes, independentemente das fronteiras estaduais, e com a repressão qualificada aos crimes de violência sexual praticados contra esse público vulnerável. As investigações prosseguem visando à completa elucidação dos fatos e à identificação de todos os envolvidos.
Assessoria de Comunicação – PCDF
PCDF, excelência na investigação
Fonte: PCDF