Palmeiras cala o Maracanã e abre vantagem em duelo que virou a cara do futebol brasileiro
Palmeiras cala o Maracanã e abre vantagem em duelo que virou a cara do futebol brasileiro

O Campeonato Brasileiro ganhou neste sábado (23) um daqueles jogos que valem mais do que apenas três pontos. Em um Maracanã completamente lotado, tomado pela expectativa de um confronto entre as duas maiores forças do futebol brasileiro nos últimos anos, o Palmeiras foi frio, cirúrgico e autoritário. Venceu o Flamengo por 3 a 0 dentro da casa rubro-negra, abriu uma vantagem importante na tabela (7 pontos) e mandou um recado claro para o restante do país: continua sendo um time acostumado a jogar decisões grandes sem se intimidar com ambiente, pressão ou favoritismo adversário.

Mais do que a derrota em si, o que impressionou foi a postura do time paulista. Aproveitando-se da expulsão de Carrascal, aos 20 do primeiro tempo, o Palmeiras jogou como quem conhece perfeitamente esse tipo de cenário. Não se abalou com o estádio cheio, controlou emocionalmente a partida e conseguiu transformar o Maracanã em um ambiente silencioso à medida que o jogo avançava.

E talvez esse seja justamente o ponto central dessa rivalidade que passou a dominar o futebol brasileiro desde 2019. Flamengo e Palmeiras deixaram de disputar apenas campeonatos. Eles passaram a disputar hegemonia. Quando um conquista um título, o outro aparece logo atrás pronto para responder. O resultado disso é um período raríssimo no futebol nacional, uma espécie de duopólio esportivo que elevou o nível de exigência do país.

Os números ajudam a explicar o tamanho dessa supremacia recente. Desde 2019, Flamengo e Palmeiras praticamente se revezam nas maiores taças do continente e do Brasil. Na Libertadores, o Flamengo levantou o troféu em 2019, 2022 e 2025, enquanto o Palmeiras venceu em 2020 e 2021. Das últimas sete edições do torneio continental, cinco terminaram nas mãos dessa dupla, incluindo a emblemática final de 2025, em Lima, quando o Flamengo venceu justamente o Palmeiras para conquistar mais uma América.

No Campeonato Brasileiro, o equilíbrio também impressiona. O Flamengo foi campeão em 2019, 2020 e 2025. O Palmeiras respondeu com as conquistas de 2022 e 2023. Na Copa do Brasil, os cariocas venceram em 2022 e 2024, enquanto os paulistas ficaram com a taça em 2020. Até nos torneios complementares existe equivalência: o Flamengo soma três Supercopas do Brasil, contra uma do Palmeiras, enquanto ambos também dividiram protagonismo em conquistas continentais recentes.

O mais curioso é que essa rivalidade conseguiu ultrapassar os limites tradicionais do clubismo brasileiro. Durante décadas, o país se acostumou a ciclos curtos de domínio, quase sempre interrompidos rapidamente por crises financeiras, trocas de gestão ou desmontes de elenco. Flamengo e Palmeiras quebraram essa lógica. Criaram estruturas sólidas, ampliaram receitas, fortaleceram departamentos de futebol e estabeleceram um padrão competitivo raro na América do Sul.

Por isso o confronto deste fim de semana carregava um peso tão grande. Não era apenas líder contra vice-líder. Era mais um capítulo de uma disputa que vem moldando o futebol brasileiro contemporâneo. E, desta vez, o Palmeiras saiu do Maracanã não apenas com três pontos, mas com a sensação de que conseguiu atingir o rival em cheio: diante da torcida, no principal palco do país e em um jogo que tinha clima de decisão antecipada.

O campeonato ainda é longo, mas há derrotas que machucam além da tabela. E há vitórias que reforçam a aura de um time acostumado a dominar cenários grandes. Foi exatamente isso que o Palmeiras fez no Rio de Janeiro.

Leila Pereira deve estar rindo da cara do presidente flamenguista BAP. Ah, deve.

Fonte: Jornal de Brasília

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