Cerca de 35 mil profissionais de saúde iniciam neste mês de março sua formação em programas de residência médica e na área profissional da saúde em instituições por todo o Brasil. A iniciativa do governo federal visa fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da ampliação da formação de especialistas em diversas regiões do país.
O Ministério da Saúde financia aproximadamente 60% das bolsas de residência médica e 90% das bolsas na área profissional da saúde. Nos últimos anos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), houve expansão significativa dos programas, especialmente na Amazônia Legal, com aumento de 27% no número de programas de residência médica e de 123% na residência profissional da saúde. Essa expansão resultou na criação de 323 novas vagas em residência médica e 594 em residência profissional, priorizando áreas como oncologia, medicina de família e comunidade, anestesiologia, cardiologia, neurologia pediátrica, pediatria, psiquiatria e atenção à saúde da mulher e da criança.
Os programas abrangem atualmente 44 especialidades e 29 áreas de concentração. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, a ampliação das residências é fundamental para qualificar o atendimento à população, especialmente em regiões com menor oferta de profissionais, fortalecendo o SUS e ampliando o acesso a serviços especializados.
Luís Gustavo Soares Rodrigues, que inicia residência em medicina paliativa no Hospital da Baleia, em Minas Gerais, destaca a importância da formação para melhorar a qualidade do trabalho como médico de família e proporcionar conforto aos pacientes em momentos difíceis, como no tratamento de câncer.
A expansão integra a política de qualificação da formação em saúde e está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por atendimento especializado. Durante evento de acolhimento em Minas Gerais, no dia 12 de março, o diretor de Programa da SGTES, Rodrigo Cariri, enfatizou que a iniciativa concretiza o sonho do presidente Lula de levar mais especialistas para cuidar da população, com foco em serviços de qualidade para cirurgias, tratamentos de câncer e hemodiálise. Cariri também destacou o compromisso de Minas Gerais na formação e exportação de especialistas para o Brasil.
Entre os avanços recentes, destacam-se programas inéditos na Amazônia Legal, como o primeiro em oncologia pediátrica em Rondônia e em atenção à saúde da pessoa com deficiência no Pará e Tocantins. Também foram abertas vagas em saúde indígena e saúde do campo, da floresta e das águas, preparando profissionais para realidades específicas dos territórios brasileiros.
O representante do MEC, Aristóteles dos Santos, ressaltou que a conquista dos novos residentes resulta de esforços coletivos para ampliar as vagas no país e em Minas Gerais. A residência em saúde, baseada na integração entre ensino e serviço, é um instrumento chave para qualificar a força de trabalho no SUS.
Com informações do Governo Federal
Fonte: Jornal de Brasília