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MBRF, Raízen, Cargill, Vibra e Ambev estão entre as empresas que mais descumpriram o frete mínimo nos transportes no Brasil nos últimos quatro meses, disse nesta quarta-feira, 18, o ministro dos Transportes, Renan Filho, ao anunciar medidas para endurecer a fiscalização contra esse descumprimento.

+ Governo anuncia maior fiscalização de fretes diante de ameaça de greve dos caminhoneiros

Em entrevista coletiva em Brasília, o ministro disse ainda que o governo vai adotar medidas para que as empresas que reiteradamente descumprem o frete mínimo sejam impedidas de contratar frete e transportar, citando que a lógica é a mesma adotada em relação aos devedores contumazes de tributos.

Segundo ele, o somatório das multas aplicadas por descumprimento da tabela do frete chegou a R$ 419 milhões nos últimos quatro meses, o que reforça a necessidade de aperfeiçoar os instrumentos de regulação para garantir o cumprimento da lei.

As empresas citadas pelo ministro não responderam de imediato a pedidos de comentários enviados pela Reuters. O espaço segue aberto na IstoÉ Dinheiro.

O anúncio do governo ocorre depois que caminhoneiros de diferentes setores defenderem na terça-feira uma paralisação nacional da categoria após o aumento no preço do diesel nos postos do país nas últimas semanas, com entidades que representam a categoria buscando que os motoristas cruzem os braços já nesta semana. A mobilização ainda envolve empresas transportadoras, que também são afetadas pela alta nos preços do diesel.

O movimento ocorre após o preço médio do diesel S-10, o tipo mais vendido no Brasil, subir 18,86% no país desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, impactando os mercados globais de petróleo e combustíveis, apontou na terça-feira o painel online ValeCard. O preço do diesel comum teve alta ainda maior no mesmo período, de mais de 22%, enquanto a gasolina avançou 10% e o etanol hidratado subiu quase 9%.

Segundo Renan Filho, as medidas anunciadas nesta quarta colaboram para o “distensionamento” do movimento grevista por atender a demandas dos caminhoneiros.



Fonte: IstoÉ Dinheiro

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