Jogadores do Palmeiras posam com camiseta do time após patrocínio do Grupo Fictor ser divulgado
Jogadores do Palmeiras posam com camiseta do time após patrocínio do Grupo Fictor ser divulgado

O pedido de recuperação judicial protocolado pelo Grupo Fictor no último domingo, 1, aponta um débito de R$ 2,66 milhões para a Sociedade Esportiva Palmeiras. Contrato de patrocínio firmado pela holding com o time em março de 2025 previa pagamento de R$ 30 milhões por ano pelas próximas três temporadas, com possibilidade de renovação por mais um ano.

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Procurado, o Palmeiras informou que “tomou ciência na manhã desta segunda-feira, por meio da imprensa, do pedido de recuperação judicial realizado pelo Grupo Fictor”. O time acrescentou que “o caso está sob análise do Departamento Jurídico do clube para que sejam adotadas as medidas pertinentes”.

O Grupo Fictor não quis se manifestar, enquanto aguarda posição da Justiça sobre a provável recuperação judicial.

A holding tem outro contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O documento prevê R$ 21 milhões por ano até 2029, sendo o maior patrocínio privado que a confederação já teve. A dívida informada em relação à CBAt é de R$ 500 mil. Ao todo, o débito em patrocínios esportivos supera, portanto, R$ 3,1 milhões.

Procurada pela IstoÉ Dinheiro, a CBAt informou que também “tomou ciência do assunto pelas notícias do dia”. Em nota, afirmou ainda que “havia participado de uma reunião com os representantes da empresa anteriormente, está aguardando e não tem nenhuma posição oficial. Não houve nenhum comunicado de quebra de contrato”.

O que acontece com o dinheiro devido ao Palmeiras e a CBAt?

Caso o pedido de recuperação judicial seja deferido, os valores apontados na lista de credores ficarão suspensos. No entanto, o Grupo Fictor ainda precisará arcar com os pagamentos previstos após a concessão da recuperação.

Especialista em recuperação judicial e falências pelo Insper e pela FGV, Thiago Groppo Nunes, do escritório IW Melcheds, esclarece que muitos contratos preveem a possibilidade de rescisão caso uma das partes entre em recuperação judicial. “Mas há decisões transitadas em julgado, principalmente aqui em São Paulo, que garantem proteção para a devedora, mesmo havendo essa cláusula”, acrescenta.

O advogado explica que, mesmo caso não exista tal cláusula, uma recuperação judicial oferece uma oportunidade para que ambas as partes renegociem, podendo até acordar pelo fim do contrato. “Com certeza, caso o Palmeiras rescinda hoje o contrato com a Fictor, há outros patrocinadores atrás de se tornar um patrocínio master”, diz.

Grupo Fictor fechou patrocínios no ano em que iniciou sua crise

Ambos os patrocínios foram assinados pelo grupo no início do ano passado. No pedido de recuperação judicial, os advogados afirmam que, naquele momento, “além do crescimento operacional, o Grupo Fictor também avançou em
sua estratégia de visibilidade e engajamento de marca”.

Meses depois, em 17 de novembro, o grupo fechou um acordo para aquisição do Banco Master. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master após identificar “uma grave crise de liquidez”.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirma o grupo.

A dívida total informada no processo de recuperação judicial ultrapassa R$ 4 bilhões, e tem uma particularidade de contar com uma maioria de credores pessoa física. “É bastante pulverizado. Então, é uma recuperação difícil de conduzir”, analisa o advogado Thiago Groppo Nunes.



Fonte: IstoÉ Dinheiro

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