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LUCAS ALMEIDA
UOL/FOLHAPRESS

O Brasil aparece à frente dos Estados Unidos em um ranking global de democracia pela primeira vez, segundo o Relatório da Democracia 2026 do Instituto V-Dem, ligado à Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

Brasil subiu e EUA despencaram no ranking. O levantamento coloca o Brasil na 28ª posição entre 179 países, enquanto os Estados Unidos caíram para o 51º lugar após uma queda abrupta no último ano.

Mudança reflete trajetórias opostas. Enquanto o Brasil é citado como exemplo de recuperação democrática, os EUA passam por um processo acelerado de deterioração institucional, segundo os pesquisadores.

País perde status histórico. Pela primeira vez em mais de 50 anos, os Estados Unidos deixaram de ser classificados como uma democracia liberal e passaram a ser apenas uma democracia eleitoral.

BRASIL EM RECUPERAÇÃO DEMOCRÁTICA

Brasil lidera grupo que reverteu “autocratização”. O relatório aponta o país como o principal caso de reversão desses retrocessos democráticos recentes, dentro de um grupo ainda pequeno de nações.

Processo começou com crise política recente. A autocratização brasileira (quando um país vai perdendo características democráticas e concentrando poder em líderes ou grupos), segundo o estudo, teve início após o impeachment de Dilma Rousseff e se aprofundou a partir da eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Reversão ocorreu após eleição de 2022. A vitória de Lula, apoiado por uma ampla coalizão, é apontada como o ponto de inflexão que interrompeu o processo de deterioração institucional.

Democracia foi preservada antes de colapso. Segundo o V-Dem, o Brasil conseguiu reverter o quadro antes de uma ruptura completa do regime democrático, o que o diferencia de outros países.

“Ainda assim, a sociedade brasileira permanece profundamente polarizada, e as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro. Bolsonaro, porém, está impedido de ocupar cargos públicos após ser condenado por abuso de poder e tentativa de golpe”, disse o relatório da Democracia 2026 do Instituto V-Dem.

EUA VIVEM DETERORIAÇÃO SEM PRECEDENTES

Queda é a maior da história recente. O relatório indica que os Estados Unidos registraram a maior perda anual já medida em seus indicadores democráticos.

Índices despencaram em um ano. O país teve queda de 24% no índice de democracia liberal e retornou a níveis comparáveis aos da década de 1960.

Concentração de poder é um fator central, segundo pesquisadores. O estudo aponta aumento do poder do Executivo, enfraquecimento de mecanismos de controle e pressão sobre Judiciário, imprensa e sociedade civil como principais causas.

Velocidade da queda chama atenção. Os pesquisadores classificam o ritmo de deterioração como “sem precedentes” entre democracias modernas, destacando o caso americano como atípico mesmo em um cenário global de retrocesso.

RETROCESSO DEMOCRÁTICO GLOBAL

Mundo vive nova onda de autocratização. O relatório aponta que quase um quarto dos países passa por retrocessos democráticos em 2025.

Democracia global voltou ao nível de 1978. Para o cidadão médio do mundo, os avanços conquistados desde a chamada “terceira onda de democratização” foram praticamente anulados.

Maioria da população vive sob regimes autoritários. Hoje, 74% da população mundial está em autocracias, enquanto apenas 7% vive em democracias liberais.

Países ricos também entram em declínio. O estudo destaca que grandes economias e democracias consolidadas -como EUA, Reino Unido e Itália- estão entre os casos recentes de deterioração institucional.

Impacto pode ser global. Segundo os autores, o enfraquecimento democrático em países influentes tende a afetar regras internacionais, comércio e a própria ordem global.

Fonte: Jornal de Brasília

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