Gabriel, o Pensador: “é uma honra quando professorem usam minha música em sala de aula”
Gabriel, o Pensador: “é uma honra quando professorem usam minha música em sala de aula”

Por Letícia Nunes e Lia Ribeiro

O cantor e compositor Gabriel o Pensador destacou, nesta semana, durante a Bienal Internacional do Livro de Brasília o protagonismo jovem na literatura e disse que os livros o inspiraram para sua produação musical. Ao mesmo tempo, destacou que fica feliz quando seus trabalhos inspiram a sala de aula

Para o cantor, o acolhimento do público jovem e dos educadores atua como um combustível para sua trajetória. “É uma energia muito boa que eu recebo, de carinho e de resposta sobre histórias de como a minha música ou os meus livros inspiraram ou incentivaram. É uma honra quando os professores contam que trabalham com as letras das músicas na escola”, revelou o artista em entrevista à Agência Ceub.

Desabafo

O músico palestrou para estudantes presentes sobre a consciência sobre o alcance da poesia. Apesar de iniciar suas composições como um processo pessoal de desabafo, Gabriel ressaltou que o processo criativo exige um compromisso com o ouvinte.

“Quando eu escrevo, em um primeiro momento é um desabafo meu, mas eu sei que tem que ter uma responsabilidade, que muitas pessoas vão ter contato com aquilo e que eu espero que seja para inspirar boas ideias e bons sentimentos”, afirmou.

O artista também celebrou o diálogo com o público mais jovem, enxergando na renovação de seus ouvintes uma perspectiva de mudança social fundada na tolerância e no senso crítico.

“Essa energia da juventude é a esperança que a gente tem na transformação do mundo. Depende muito das novas gerações que vão chegando e abrindo a mente para lutar contra o que está errado”, pontuou.

Além de destacar que suas composições abordam temas de descontração — como amizade, surfe e momentos de festa —, Gabriel reforçou o papel social do rap e da literatura como ferramentas de emancipação e reflexão para a juventude.

“Tem um lado do meu trabalho que serve como um alerta, como um despertar de uma vontade de se expressar e de ter pensamento próprio, para não seguir certos modismos que não são bons. É muito legal quando a gente é jovem e tem contato com alguma arte que abre os olhos. Sei que o meu trabalho consegue ser mais uma sementinha nessa ideia”, concluiu.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

Fonte: Jornal de Brasília

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