Larry Ellison supera Jensen Huang e assume a 7ª posição entre os mais ricos do mundo
Larry Ellison supera Jensen Huang e assume a 7ª posição entre os mais ricos do mundo

Avanço nas ações da Oracle, impulsionado por acordos estratégicos e infraestrutura de inteligência artificial, reconfigura o topo da lista da Forbes e coloca o magnata de banco de dados à frente do CEO da Nvidia.

O que aconteceu

  • Reconfiguração no ranking: Larry Ellison, cofundador e atual diretor de tecnologia da Oracle, atingiu uma fortuna estimada em US$ 190,6 bilhões no início de agosto de 2026.

  • Movimento no setor de tecnologia: O avanço patrimonial colocou Ellison na 7ª colocação global da lista de bilionários da Forbes, desbancando Jensen Huang, fundador e CEO da gigante de chips Nvidia.

  • Recuperação das ações: O salto refletiu um ganho acumulado de 5,4% nos papéis da Oracle em cinco pregões consecutivos, recuperando-se do piso anual de US$ 115 testado no fim de julho de 2026.

  • Impacto estratégico: O forte resultado da Oracle tem o respaldo de parcerias com pesos-pesados como SpaceX, de Elon Musk, e o SK Group, indicando robustez para atender à demanda desenfreada por infraestrutura de Inteligência Artificial (IA).

O mercado global de tecnologia viveu uma dança das cadeiras bilionária nesta segunda semana de agosto de 2026. No xadrez das megacorporações, as oscilações de bolsa redefiniram os pesos-pesados da inovação: Larry Ellison, histórico cofundador da Oracle, desbancou Jensen Huang, principal nome da estrela do momento, a Nvidia. Com um patrimônio atualizado de US$ 190,6 bilhões (cerca de R$ 974 bilhões na cotação atual), Ellison escalou para a sétima posição entre os indivíduos mais ricos do planeta.

Para entender essa reacomodação, é preciso olhar os gráficos de Wall Street. Enquanto as ações da Nvidia viram um breve movimento de realização de lucros e correção técnica recente, os papéis da Oracle engataram um rali. As ações emendaram sucessivas altas e subiram 5,4% em apenas cinco dias. Isso significou uma reversão expressiva de tendência para a corporação, após a ação bater em um vale incômodo na faixa de US$ 115 no final de julho.

Hoje, à frente de Ellison neste seleto clube global, encontra-se o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, cujo patrimônio beira os US$ 205,8 bilhões. Logo atrás de Jensen Huang (agora na oitava posição), vem o ex-CEO da Microsoft, Steve Ballmer, defendendo a retaguarda com US$ 156,2 bilhões.

A ascensão de Ellison não é um movimento acidental de mercado, mas o reflexo de um direcionamento comercial agressivo da Oracle. A empresa deixou de ser vista exclusivamente como a provedora legada de bancos de dados corporativos para se tornar uma engrenagem vital na revolução da Inteligência Artificial.

Os lucros da companhia têm acelerado em compasso com o fornecimento pesado de infraestrutura de rede e nuvem (Cloud) projetada para suprir o voraz apetite computacional exigido para o treinamento de grandes modelos de linguagem e soluções de IA generativa. Além disso, a confiança do mercado foi catapultada graças a parcerias fechadas com a SpaceX, comandada por Elon Musk, e o conglomerado sul-coreano SK Group. Esses acordos chancelam o poder de infraestrutura de dados que a Oracle tem à disposição das gigantes do novo momento tecnológico.

No Brasil, os movimentos das “Big Techs” têm efeitos diretos para quem diversifica o portfólio. Com o dólar sustentando um patamar firme de valorização ao redor de R$ 5,11 nestes primeiros dez dias de agosto, posições expostas ao exterior oferecem o benefício de proteção e absorção desses lucros globais.

O movimento torna-se especialmente relevante perante o cenário macroeconômico doméstico. O Banco Central do Brasil, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do início do mês (5 de agosto), reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. Ainda que a renda fixa brasileira siga pagando juros formidáveis, o investidor atento não pode ignorar que os saltos de crescimento (e patrimônio) estão vindo, primordialmente, das grandes teses internacionais baseadas em tecnologia e IA.

Guia do Investidor: Orientações Práticas

  • Exposição Via BDRs: Investidores brasileiros que desejam surfar a boa fase da Oracle sem abrir conta no exterior podem utilizar a B3 por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), sob o ticker ORCL34.

  • Equilíbrio com Renda Fixa Local: Com a Selic atual a 14% ao ano (agosto de 2026), a renda fixa brasileira segue garantindo um carrego seguro e de alta rentabilidade. O capital alocado em Big Techs e IA (seja via BDRs, fundos internacionais ou compra direta nos EUA) deve ser tratado como uma pimenta na carteira, integrando a porção de risco do seu portfólio de olho em lucros em dólar.

  • Monitoramento Cambial: Toda a oscilação das BDRs tem influência imediata do dólar (hoje na casa de R$ 5,11). Se a Oracle sobe em Nova York, mas o dólar recua bruscamente no Brasil, seu rendimento em reais pode ser amortecido.

  • Cuidado com a Volatilidade: O próprio sobe-e-desce da lista da Forbes indica que os papéis de tecnologia, incluindo Nvidia e Oracle, estão enfrentando correções rápidas. Não entre em teses de IA apenas porque as manchetes anunciam bilhões a mais para os fundadores; analise os múltiplos da empresa, o P/L (Preço/Lucro) projetado e posicione-se para o longo prazo.

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Fonte: IstoÉ Dinheiro

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