SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
Uma mulher de 31 anos morreu após ser atacada por um jacaré em um rio dentro de um parque estadual perto de Orlando, na Flórida, de acordo com a NBC News.
A vítima entrou no rio com o namorado e uma amiga durante uma trilha na Little Big Econ State Forest. O grupo foi até o Econlockhatchee River para se refrescar quando o jacaré atacou por volta de 13h30 de domingo, segundo o tenente Grant Eller, da Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC).
Os três estavam ajoelhados em uma área com cerca de um metro de profundidade quando o animal avançou de repente. Eller disse que o jacaré mordeu os braços da mulher. O namorado tentava tirar os braços da boca do animal enquanto ligava para o 911, número de emergência dos Estados Unidos.
A vítima foi identificada como Brittany Clark, moradora de Orlando -ela morreu antes de chegar ao hospital. Brittany trabalhava como operadora de trator de esteira. O namorado, Chance Allison, disse que ela era uma pessoa cuidadosa e não merecia morrer daquela forma.
A FWC afirmou que acompanha o caso e lamentou a morte. “A FWC expressa suas mais profundas condolências à família e aos entes queridos da vítima. Nossos pensamentos estão com vocês neste momento difícil”, disse a comissão em comunicado.
Após o ataque, agentes do xerife do condado de Seminole e um caçador profissional capturaram dois jacarés vistos perto do local. Um tinha 4 metros comprimento e o outro, 3,6 metros; o DNA dos animais foi enviado a um laboratório estadual para identificar qual deles atacou a mulher, segundo Eller.
As autoridades dizem que ainda não é possível apontar o que motivou o ataque. Eller afirmou que o período marca o fim da temporada de acasalamento e que os jacarés ficam mais territoriais nesta época do ano, além de o estado enfrentar seca e níveis de água mais baixos.
Um trecho da trilha ficou isolado na segunda-feira, e a área tem placas de alerta sobre jacarés. Moradores que costumam caminhar no local disseram que há pontos conhecidos de presença de fêmeas na época de colocar ovos.
Nancy Palmer, que faz trilhas na região, disse à emissora WESH que visitantes frequentes já sabem que é preciso evitar entrar na água. “Há um lugar onde uma fêmea fica para botar os ovos… e a maioria das pessoas que vem aqui com frequência sabe que ela pode estar lá, então fique atento e não entre na água”, afirmou.
A FWC afirma que ferimentos graves por jacarés são raros no estado, mas reforça que há risco ao nadar em rios e lagos. “Há jacarés nos 67 condados da Flórida. Há riscos quando você nada na Flórida”, disse Eller à NBC News. do parque vai continuar com o ICMBio.
O instituto também vai anunciar nesta quarta um plano de obras para modernizar escadas rolantes de acesso ao Cristo. As quatro escadas foram inauguradas em 2003 e desde então não foram atualizadas.
Com a reforma, a capacidade de visitantes no local será reduzida temporariamente.
A acessibilidade do local foi alvo de críticas e investigação policial em 2025, quando o turista gaúcho Jorge Alex Duarte, 54, morreu após passar mal enquanto subia a escadaria de acesso ao Cristo Redentor.
No mesmo mês o ICMBio anunciou reformas de acesso ao monumento, que seguem em andamento.
Segundo o instituto, desde o ano passado foram inaugurados novos banheiros, incluindo acessíveis, espaços para beber água e hall de elevadores mais resistentes a intempéries do tempo.
No ano passado a Justiça Federal decidiu que a União tem o domínio da área do Alto Corcovado, onde está o Cristo Redentor. A sentença não reconheceu os argumentos da Mitra Arquiepiscopal, entidade ligada à Igreja Católica que reivindica a posse do local.
Em 2020, o ICMBio havia entrado com pedido de reintegração de posse de imóveis ocupados por lojistas perto da estátua. A Mitra alegou que o espaço pertenceria à Igreja e, por isso, a União não poderia remover os comerciantes sem consultá-la.
A Igreja argumentou no processo que possui direitos sobre a área porque a construção do Cristo Redentor teria envolvido recursos privados. Uma carta de aforamento de 1934, que concederia a posse, também foi usada para sustentar a tese.
Hoje o local é administrado pelo ICMBio, já que o monumento está dentro do parque da Tijuca, uma unidade de conservação federal. A Arquidiocese do Rio detém controle sobre o Santuário do Cristo Redentor, que abrange o pedestal e e o monumento do Cristo Redentor, além de uma capela interna.
ICMBio, Mitra e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) têm feito reuniões sobre uso do espaço.
A unidade de conservação recebeu 4,9 milhões de visitantes em 2025, segundo o ICMBio, e foi, pela 18° ano seguido, o parque nacional com mais visitantes. Visitaram o Alto Corcovado 2,8 milhões de pessoas.
Fonte: Jornal de Brasília