O Brasil passou sufoco, mas garantiu sua vaga na próxima fase da Copa do Mundo ao virar o jogo e vencer o Japão por 2 a 1, com um gol decisivo de Gabriel Martinelli já nos acréscimos do segundo tempo, nesta segunda-feira, em Houston. A seleção brasileira escapou de uma surpresa no primeiro jogo eliminatório do torneio, após os “Samurais Azuis” abrirem o placar e dominarem boa parte da primeira etapa.
O que aconteceu
- O Brasil venceu o Japão por 2 a 1 em uma partida tensa da Copa do Mundo.
- A seleção japonesa abriu o placar e apresentou uma defesa sólida no primeiro tempo.
- Gabriel Martinelli marcou o gol da vitória nos acréscimos, o mais tardio no tempo regulamentar em mata-matas desde 1966.
A equipe brasileira, que agora enfrentará a Noruega ou a Costa do Marfim em Nova Jersey no próximo domingo, demonstrou melhora significativa após o intervalo. O Japão havia conseguido neutralizar o ataque dos pentacampeões durante grande parte dos 45 minutos iniciais.
O gol da vitória de Gabriel Martinelli, aos 50 minutos do segundo tempo, selou o placar em uma partida repleta de tensão. Este foi o gol da vitória mais tardio no tempo regulamentar de um jogo de mata-mata da Copa do Mundo desde 1966. Após o apito final, jogadores e comissão técnica do Brasil celebraram efusivamente em campo, enquanto os atletas japoneses observavam incrédulos.
“Não consigo explicar como me sinto”, declarou Martinelli. “Só vou realmente assimilar isso daqui a um tempo. Graças a Deus consegui marcar o gol. Estou muito feliz pela equipe, que deu tudo de si. Estou sem palavras.”
A surpresa japonesa e a estratégia defensiva
Kaishu Sano surpreendeu a todos ao abrir o placar para o Japão aos 29 minutos. Após interceptar um passe errado de Danilo, Sano avançou em direção ao gol e chutou forte, sem chances para o goleiro Alisson, levando à loucura a torcida dos “Samurais Azuis”, em menor número nas arquibancadas.
O Japão executou uma verdadeira aula de defesa no primeiro tempo, absorvendo a pressão brasileira. Seus zagueiros se movimentavam por todo o campo, interceptando passes e fechando os espaços sempre que um jogador brasileiro recebia a bola, dificultando as ações ofensivas do Brasil.
A virada brasileira: O que mudou no segundo tempo?
O técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, provavelmente ajustou a equipe no intervalo, pois seus jogadores voltaram com um senso de urgência renovado. Criaram várias chances, aceleraram o ritmo de jogo e passaram a lotar a área adversária, buscando o empate e a virada.
“Não perdemos a paciência, tínhamos muitos recursos em campo e no banco”, afirmou Ancelotti. “O Japão não é um adversário fácil. É muito organizado e intenso.”
O treinador ainda revelou uma estratégia: “Eu estava guardando o Neymar para a prorrogação. Ele entraria em campo aos 105 minutos se não tivéssemos marcado o segundo gol. Não quis mudar a estrutura porque a equipe estava jogando bem.”
O Brasil, no entanto, não precisou de Neymar para virar o placar. O empate veio quando Casemiro, que havia desperdiçado uma chance de ouro momentos antes, saltou mais alto que seu marcador e cabeceou na segunda trave, aos 11 minutos da etapa final, após cruzamento preciso de Gabriel Magalhães.
Vinícius Júnior parecia ter encontrado o gol da vitória em uma arrancada cheia de dribles que terminou com o goleiro japonês Zion Suzuki fazendo uma defesa brilhante, mas a bola acabou acertando a trave. A multidão de torcedores vestidos de amarelo, que lotava o estádio, observava incrédula.
Os jogadores japoneses tentaram se reorganizar e manter o Brasil à distância, mas Bruno Guimarães recebeu a bola na entrada da área. Após hesitar, ele passou para Martinelli, que não desperdiçou a chance com uma finalização precisa e garantiu a vitória brasileira.
Qual o impacto da vitória do Brasil na Copa do Mundo?
O resultado impediu o Japão de conquistar sua primeira vitória na fase eliminatória de uma Copa do Mundo, mantendo a escrita de nunca avançar além das oitavas. O Brasil, por sua vez, manteve-se no caminho certo para chegar às quartas de final mais uma vez, um feito que a seleção tem repetido em todos os torneios desde a queda nas oitavas de final em 1990.
*Com Reuters
Fonte: IstoÉ Esporte