Fizemos as contas: ganhando ou perdendo da Escócia, o Brasil já está no mata-mata da Copa
Fizemos as contas: ganhando ou perdendo da Escócia, o Brasil já está no mata-mata da Copa

A goleada sobre o Haiti na última sexta-feira (19) lavou a alma e parece ter, finalmente, inserido a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Mais do que os três pontos, o resultado serviu para espantar o mau humor que rondava o torcedor e reacender a tradicional paixão verde e amarela. O reflexo desse reencontro foi imediato nos medidores de interesse público: a transmissão da TV Globo atingiu expressivos 33 pontos de audiência, cravando o recorde do ano na emissora e provando que, quando a bola rola com fome de gol, o país para diante da tela.

Com o triunfo, o Brasil assumiu a liderança isolada do Grupo C. A configuração final da chave, contudo, só será desenhada nesta quarta-feira, em rodada de horários simultâneos: o Brasil enfrenta a Escócia, enquanto o Haiti mede forças com o Marrocos. A grande notícia para o torcedor que não quer gastar os neurônios com a calculadora é que, independentemente do que aconteça nos gramados nesta rodada decisiva, a Seleção Brasileira já está garantida no mata-mata. Ganhando, empatando ou até mesmo perdendo, o passaporte para a próxima fase está carimbado.

Fizemos as contas para você entender o regulamento deste novo e gigantesco Mundial de 48 seleções. Agora, a primeira fase divide os países em 12 grupos de 4 integrantes. Avançam diretamente para os dezoito-avos de final os dois primeiros colocados de cada chave, além dos oito melhores terceiros colocados no geral. Na pior das hipóteses – que seria um revés diante dos escoceses somado a uma vitória marroquina -, o Brasil terminaria em terceiro lugar com 4 pontos conquistados nas duas primeiras rodadas.

E é aí que a matemática joga a nosso favor. No formato atual da FIFA, somar 4 pontos na fase de grupos é um porto seguro definitivo. Para que uma seleção com essa pontuação seja eliminada, seria necessário que nada menos que outros oito terceiros colocados tivessem desempenho superior em pontos e saldo de gols. Historicamente, em torneios com essa mesma engenharia regulatória, a linha de corte dos desclassificados fica na casa dos 3 pontos.

Portanto, Carlo Ancelotti e seus comandados entram em campo sem a corda no pescoço. O jogo contra a Escócia ganha contornos cruciais não pela sobrevivência, mas pela busca do primeiro lugar do grupo, o que teoricamente garante um cruzamento mais amigável na abertura dos mata-matas.

Com Neymar em evolução e pronto para ser relacionado, o torcedor pode assistir à rodada de quarta-feira sem sobressaltos. A tempestade do desconfiômetro passou; o Brasil já está na segunda fase e a Copa, de fato, começou para nós.

A coluna na edição impressa do Jornal de Brasilia

Fonte: Jornal de Brasília

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