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O Irã anunciou ataques contra bases norte-americanas no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia, em meio à nova escalada com os Estados Unidos. Segundo as autoridades iranianas, a ofensiva atingiu 21 alvos com mísseis e drones, incluindo hangares de caças F-35 em território jordaniano e sistemas de radar no Bahrein.

Em comunicados citados pela agência Fars, a Guarda da Revolução Islâmica e o Exército iraniano informaram que os alvos incluíam a Quinta Frota dos Estados Unidos, estacionada no Bahrein, e uma base aérea norte-americana na Jordânia. Teerã advertiu ainda para uma “resposta mais severa” caso continue o que classificou como “agressão” norte-americana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã afirmou que os países do Golfo têm “responsabilidade legal e moral” para impedir que o Exército norte-americano e Israel usem seus territórios ou instalações para ações hostis contra o país. O governo iraniano disse também que “não hesitará em exercer o seu direito de legítima defesa”, mirando principalmente bases e instalações logísticas usadas nas operações.

Do lado oposto, os Estados Unidos haviam lançado antes novos ataques sobre solo iraniano, em retaliação pelo abate de um helicóptero norte-americano Apache no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma série de ataques contra alvos iranianos por ordem do presidente Donald Trump, incluindo sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares de vigilância perto de Ormuz.

Segundo o Centcom, a operação foi uma resposta “proporcional” aos recentes ataques contra forças norte-americanas e embarcações comerciais que transitam pela região. A Guarda da Revolução Islâmica afirmou que os ataques norte-americanos danificaram uma torre de telecomunicações e dois reservatórios de água na cidade portuária de Sirik, no sudeste do Irã, próxima do estreito.

O Exército do Kuwait informou, na rede social X, que seus sistemas de defesa aérea estavam interceptando “alvos hostis”, sem dar detalhes. A nova troca de ataques ocorre após confrontos com mísseis entre Israel e a República Islâmica no domingo e na segunda-feira, em meio a negociações que Trump disse estarem em fase de “últimos esforços”, com possível assinatura em “dois ou três dias”.

Após as retaliações de ambos os lados, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que os ataques dos EUA prejudicaram os esforços diplomáticos em curso para pôr fim à guerra. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, disse que “qualquer processo diplomático é prejudicado pelo recurso à força e por ações ilegais no terreno”.

Fonte: Jornal de Brasília

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