A Rússia considerou, nesta terça-feira (12), que é muito cedo para falar de “detalhes concretos” sobre o fim da guerra na Ucrânia, depois que o presidente Vladimir Putin declarou, no fim de semana, que o conflito “se aproxima do fim”.
Putin surpreendeu ao sugerir que a guerra “se aproxima do fim” no discurso pronunciado no sábado em Moscou, por ocasião do Dia da Vitória da União Soviética contra o nazismo.
O presidente russo não especificou o que queria dizer e, no mesmo discurso, criticou o apoio dos países da Otan ao Exército ucraniano.
“O presidente disse que a Rússia continua aberta ao diálogo e que o trabalho é realizado em um formato trilateral”, afirmou nesta terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
“Ele disse que receberemos com satisfação os esforços adicionais dos Estados Unidos”, acrescentou, ao ser questionado sobre o comentário de Putin.
“O trabalho de base acumulado no âmbito do processo de paz nos permite afirmar que o fim se aproxima… Mas, neste contexto, não é possível, no momento, falar sobre detalhes específicos”, disse Peskov.
As iniciativas diplomáticas dos Estados Unidos para mediar as negociações estagnaram em meio à guerra no Oriente Médio.
Apesar da estagnação do processo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira um cessar-fogo de três dias, que terminou à meia-noite de segunda-feira.
“O cessar-fogo humanitário terminou e a operação militar especial continua em curso”, declarou Peskov em referência à ofensiva iniciada em fevereiro de 2022 na Ucrânia.
“Poderia ser interrompida a qualquer momento”, afirmou Peskov, assim que a Ucrânia “assumir sua responsabilidade e tomar a decisão necessária. Kiev está plenamente ciente das decisões que precisam ser tomadas”.
A Rússia exige a retirada das tropas de Kiev do Donbass, uma região do leste da Ucrânia que Moscou reivindica ter anexado, embora não a controle totalmente.
Kiev não aceita as exigências.
A guerra causou a morte de centenas de milhares de pessoas desde fevereiro de 2022 e se tornou o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
AFP
Fonte: Jornal de Brasília