Nas capitais, a presença é ainda mais percebida, com 56% dos entrevistados que afirmam ver o trabalho das facções na vizinhança. Nas regiões metropolitanas, o percentual é de 46%. -  (crédito: RS/Fotos Públicas)
Nas capitais, a presença é ainda mais percebida, com 56% dos entrevistados que afirmam ver o trabalho das facções na vizinhança. Nas regiões metropolitanas, o percentual é de 46%. – (crédito: RS/Fotos Públicas)

Pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 41% dos brasileiros de 16 anos ou mais, equivalente a 68,7 milhões de indivíduos, afirmam ver a atuação do crime organizado nos bairros onde residem. 

Para 51%, não há facções na vizinhança e 7% não souberam ou não responderam. O número representa um crescimento exponencial em relação à pesquisa divulgada em outubro do ano passado, quando 19% alegaram conviver com a presença das organizações criminosas. Os entrevistados classificaram ainda a presença como pouco visível (43%), visível (21%) ou muito visível (25%).

Divulgado no domingo (10/5), o levantamento “Os gatilhos da insegurança” foi feito pelo Datafolha e ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. 

Nas capitais, a presença é ainda mais percebida, com 56% dos entrevistados que afirmam ver o trabalho das facções na vizinhança. Nas regiões metropolitanas, o percentual é de 46%.

Essa atuação muda a rotina dos locais, com novas dinâmicas que afetam desde o contrato de serviços até medos enfrentados pela população. Entre os entrevistados que afirmam conviver com o problema, 81% afirmam temer ficar estar no meio de um conflito armado, 75% alegam evitar determinados locais e 71% tem medo que os familiares se envolvam com tráfico de drogas. 64% também apontam temker sofrer violência por denunciar as irregularidades.

Nas compras e contratos, 12,5% afirmam contratar serviços como internet, energia e abastecimento de água por imposição do crime organizado. Enquanto 9% afirmam se sentirem obrigados a comprar produtos indicados pelas organizações criminosas. 




Fonte: Correioweb

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