Itália decide vaga na Copa do Mundo em estádio conhecido pela hostilidade
Itália decide vaga na Copa do Mundo em estádio conhecido pela hostilidade

Apenas nove mil torcedores vão assistir in loco ao alívio ou decepção do futebol italiano nesta terça-feira, a partir das 15h45 (horário de Brasília). O modesto estádio Bilino Polje, em Zenica, foi o escolhido pela Bósnia, anfitriã do duelo decisivo da repescagem das Eliminatórias europeias, para receber a Itália, que tenta voltar ao Mundial após não se classificar para as duas últimas edições. O vencedor da partida entra no Grupo B, ao lado de Canadá, Catar e Suíça.

Embora comporte cerca de 16 mil torcedores, o local não pode operar com capacidade máxima por causa de uma punição aplicada pela Fifa aos bósnios, após episódios de discriminação em jogo contra a Romênia, pelas Eliminatórias. A Federação Romena de Futebol denunciou cânticos xenofóbicos, vaias ao seu hino nacional e más condições de organização.

De acordo com o jornal italiano Gazetta Dello Sport, proprietários de casas com vista para o campo estão alugando espaços para interessados em acompanhar a partida. A expectativa é de um ambiente hostil para os italianos, ainda mais depois de o goleiro Vicario, o lateral Dimarco e o atacante Esposito serem gravados comemorando a classificação da Bósnia, ao fim da semifinal da repescagem contra o País de Gales.

Dimarco negou ter desrespeitado os bósnios e disse que teve uma “reação instintiva”, além de mencionar a amizade com Dzeko, grande astro da seleção do leste europeu. “Esperamos um ambiente difícil, mas se conseguirmos manter a mentalidade correta durante os 95 minutos, acho que podemos obter o resultado”, disse o lateral-esquerdo.

“Não devemos pensar na torcida nas arquibancadas, porque é fraqueza pensar no que está acontecendo fora de campo ou procurar desculpas. Eu vi o gramado e é um bom gramado”, acrescentou o treinador Gennaro Gattuso.

Se os italianos tentam evitar mais um vexame, para a Bósnia a missão é disputar sua segunda Copa desde que virou uma nação independente em 1992, na esteira da dissolução da Iugoslávia. A única participação em um Mundial foi no Brasil, em 2014, edição na qual caiu na fase de grupos.

O que os bósnios viveram 12 anos atrás pode ser vivido por Kosovo, protagonista de um dos outros três confrontos decisivos da repescagem. O país tem sua independência, declarada em 2008, reconhecida por mais de 100 países, mas o território ainda é reivindicado pela Sérvia – e o Brasil está no time dos que não validam a autonomia kosovar.

Para ir à primeira Copa de sua história, a seleção do Kosovo tem de vencer a Turquia, no Estádio Fadil Vokrr, na capital Pristina, às 15h45. Se vencer, se juntará a Estados Unidos, Paraguai e Austrália no Grupo C da Copa do Mundo.

No mesmo horário, a Polônia de Lewandowski encara a Suécia por vaga no Grupo F, de Japão, Holanda e Tunísia. Já República Checa e Dinamarca decidem classificação para o Grupo A, ao lado de México, África do Sul e Coreia do Sul.

Fonte: IstoÉ Esporte

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