A principal autoridade de planejamento econômico da China ordenou às maiores refinarias do país a suspensão temporária das exportações de gasolina e diesel. A medida responde à incerteza no fornecimento de óleo cru proveniente de países do Oriente Médio, agravada por recentes conflitos.
Fontes citadas pela agência Bloomberg relatam que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) reuniu-se com executivos do setor e solicitou a interrupção imediata das vendas externas de produtos refinados. As refinarias foram instruídas a evitar novos contratos de exportação e a tentar cancelar carregamentos já acordados.
Há exceções para o combustível de aviação e marítimo armazenado em depósitos aduaneiros, além de suprimentos destinados a Hong Kong e Macau.
A decisão ocorre em meio a ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos de represálias de Teerã, que alertou sobre a insegurança na navegação pelo estreito de Ormuz. Esse ponto estratégico transporta cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.
Embora a maior parte da produção refinada chinesa atenda ao mercado interno – já que o país é o maior importador mundial de petróleo –, a ação reflete uma estratégia adotada por economias asiáticas dependentes de importações energéticas para priorizar o abastecimento doméstico durante a crise. Países como Japão, Indonésia e Índia também implementaram medidas semelhantes para reforçar a segurança energética.
A escalada de tensões no Oriente Médio levou companhias marítimas internacionais a suspender ou desviar rotas na região, elevando preocupações com a estabilidade do suprimento energético global.
Fonte: Jornal de Brasília