Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado no dia 5 de janeiro, cinco dias após ter desaparecido  -  (crédito: Reprodução / Redes Sociais)
Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi encontrado no dia 5 de janeiro, cinco dias após ter desaparecido – (crédito: Reprodução / Redes Sociais)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou um pedido à Justiça, nesta sexta-feira (16/1), para que Thayane Smith, investigada por omissão de socorro e acusada de deixar Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, para trás em uma trilha no Pico Paraná, pague R$ 8.105 ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul (PR). A corporação comandou um processo de buscas de cinco dias. Desaparecido em 1º de janeiro, Roberto acabou localizado no dia 5. 

Segundo o MP, uma transação penal é a ação proposta por dar corpo à medida. O MP acredita que há indícios de crime de omissão de socorro no episódio. O posicionamento em questão vai de encontro à investigação da Polícia Civil. As autoridades policiais decidiram arquivar o inquérito, sob a justificativa de não identificação de crime. 

Um pedido foi feito para que o casso fosse enviado ao Juizado Especial Criminal. A transação penal também prevê o pagamento de três salários mínimos, no valor de R$ 4.863, de Thayne a Roberto. A ação serviria como reparação por danos materiais e morais. Caso o pedido seja acatado, ela também precisará prestar três meses de serviços à comunidade junto aos bombeiros, com carga de cinco horas semanais. 

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Perdido durante cinco dias, Roberto andou por cerca de 20km ao longo do curso do rio Cacatu, até chegar a uma fazenda, em Antonina. Lá, pediu por um celular emprestado, e comunicou à irmã que estava vivo. O MP-PR afirma que Thayane o deixou para trás mesmo depois de perceber condição de risco.  

“Mesmo após a constatação da situação de vulnerabilidade da vítima e dos riscos que ele corria, a jovem permaneceu sem a intenção de auxiliar nas buscas, demonstrando ‘interesse apenas em seu próprio bem-estar físico’, mesmo após ser alertada dos riscos da situação por outros montanhistas”, disse o ministério, em nota. 

O MP ainda aponta conduta dolosa de Thayane (intenção consciente e voluntária de cometer um ato ilícito), já que ela sabia do estado debilitado em que Roberto se encontrava. Ele vomitou durante a subida na trilha, tinha dificuldade para andar e lidava com condições adversas como frio, chuva e neblina. “(…) ainda assim, optou reiteradas vezes por deixá-lo à própria sorte”, completou, por meio da nota. 




Fonte: Correioweb

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